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12 de fevereiro de 2026 - 21h29
POLÍTICA

Zema diz que, no Japão, caso como o de Toffoli levaria a suicídio

Governador compara situação a escândalo japonês e critica permanência de ministro no STF

12 fevereiro 2026 - 19h45Vanessa Araujo
Romeu Zema criticou permanência de Toffoli no STF ao comentar investigação do caso Banco Master.
Romeu Zema criticou permanência de Toffoli no STF ao comentar investigação do caso Banco Master. - (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira, 12, que, se um caso semelhante ao que envolve o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, tivesse ocorrido no Japão, o “envolvido teria se suicidado”. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais.

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Zema comparou a situação ao episódio envolvendo o então ministro da Agricultura do Japão, Toshikatsu Matsuoka, que teve o nome associado a um escândalo político e morreu em 2007.

“Se algo semelhante a isso tivesse acontecido no Japão, eu penso que lá a pessoa envolvida teria (se) suicidado. Se tivesse acontecido na Europa, onde tem vergonha na cara, a pessoa teria renunciado. No Japão tem honra e aqui nós não temos nem honra, nem vergonha na cara e as pessoas continuam aí atuando”, afirmou o governador em publicação na rede social X.

A declaração ocorre em meio à repercussão do caso que envolve Toffoli na investigação sobre o Banco Master. Na quarta-feira, 11, a Polícia Federal pediu a suspeição do ministro após identificar menções ao nome dele no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Além das citações, a PF também encontrou conversas entre Vorcaro e o ministro. A informação foi divulgada pelo site UOL e confirmada ao Estadão por pessoas com acesso aos resultados da investigação.

Nesta quinta-feira, Toffoli confirmou, em nota, que integra o quadro societário da empresa Maridt, que foi uma das controladoras do resort Tayayá, no Paraná. Em 2021, a Maridt vendeu participação no empreendimento a um fundo ligado a Vorcaro, apontado como líder de esquema de fraude investigado sob relatoria do próprio ministro.

Toffoli afirmou que não mantém relação de amizade com o banqueiro nem recebeu valores dele.

O gabinete do ministro confirmou que a Polícia Federal apresentou pedido de declaração de suspeição para afastá-lo do caso. Segundo a nota, a solicitação se baseia em “ilações”.

Já a defesa de Vorcaro declarou que houve “vazamento seletivo de informações” relacionadas à investigação.

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