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POLÍTICA

Zema chama de promiscuidade relação entre ministros do STF e banco investigado

Governador de Minas critica supostos vínculos com o Banco Master e cobra apuração rigorosa

13 janeiro 2026 - 18h15Vanessa Araujo
Romeu Zema fez críticas públicas a supostas relações entre ministros do STF e banco investigado.
Romeu Zema fez críticas públicas a supostas relações entre ministros do STF e banco investigado. - (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fez duras críticas nesta terça-feira (13) a supostas relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, instituição que é alvo de investigação por um esquema estimado em R$ 12 bilhões envolvendo a emissão e negociação de títulos de crédito considerados sem lastro.

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As declarações foram dadas durante participação no evento Café com Política, promovido pelo portal O Tempo. Sem mencionar nomes diretamente, Zema afirmou que integrantes “do alto escalão do governo federal, do Judiciário e do Legislativo” estariam atuando para facilitar contatos e decisões em favor de interesses privados, o que, segundo ele, compromete a credibilidade das instituições.

“O que nós precisamos no Brasil é de gente que vá para o setor público para servir, e não para tirar proveito pessoal”, afirmou o governador, ao comentar o caso.

Na sequência, Zema passou a abordar episódios recentes envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos citados em reportagens do jornal O Estado de S. Paulo que tratam das relações do Banco Master com autoridades públicas e decisões tomadas no âmbito do Supremo.

No caso de Alexandre de Moraes, os questionamentos surgiram após a divulgação de que o escritório de advocacia de sua esposa teria prestado serviços ao Banco Master no período em que a instituição enfrentava dificuldades junto a órgãos de controle. As reportagens também apontaram contatos do ministro com o presidente do Banco Central em um momento considerado sensível para o banco, o que levantou críticas sobre possível conflito de interesses.

Já em relação a Dias Toffoli, as críticas se concentram em decisões tomadas no STF envolvendo o Banco Master, incluindo a condução de processos sob sigilo. A tramitação dos autos e a concentração das análises na Suprema Corte passaram a ser alvo de questionamentos de parlamentares e juristas, que cobram mais transparência e limites claros na atuação do Judiciário.

Ao comentar esses episódios, Zema elevou o tom e afirmou que situações desse tipo seriam tratadas como escândalo em outros países. Para o governador, a ligação entre familiares de autoridades públicas e instituições impactadas por decisões judiciais exige apuração rigorosa.

“Colocar o cônjuge para prestar serviço, ganhar milhões por mês, e depois tentar beneficiar aquela instituição. Isso, para mim, é promiscuidade no mais alto grau. É um escândalo que precisa ser apurado”, declarou, ao se referir às denúncias envolvendo Moraes.

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