
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (6) que, caso seja eleito, pretende montar uma equipe econômica com ampla autonomia e manter a linha adotada durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a condução da política econômica seguirá os princípios defendidos por Paulo Guedes, ministro da Economia entre 2019 e 2022.
A declaração foi feita durante entrevista ao canal do YouTube do influenciador Paulo Figueiredo. Flávio destacou que pretende repetir o modelo de independência da área econômica em relação ao núcleo político do governo. “Na parte econômica, podem ter certeza que eu vou fazer de tudo para montar uma equipe sensacional, com autonomia para fazer o que tem que fazer e, se Deus quiser, com resultado ainda melhor do que foi no governo Bolsonaro”, afirmou.
O senador avaliou ainda que o mercado financeiro começa a enxergar sua eventual candidatura com menos resistência do que no início das especulações. Segundo ele, pesquisas recentes ajudaram a reduzir a percepção de risco associada ao seu nome, mesmo diante da preferência inicial de agentes econômicos por outros pré-candidatos.
“Quando vêm as primeiras pesquisas e me dando resultado, inclusive acima de outros nomes que estavam sendo colocados na mesa que eram de preferência do mercado, como era o caso do Tarcísio, eles dizem: ‘Opa, está fazendo sentido, não é tão arriscado assim colocar o nome do Flávio Bolsonaro para concorrer à Presidência’”, declarou.
Flávio Bolsonaro também afirmou acreditar que conseguirá construir alianças com partidos de centro ao longo do processo eleitoral. Ele reiterou que sua pré-candidatura não é apenas um movimento de teste e que pretende levá-la adiante até o fim.
“Você que está apostando aí em balão de ensaio, você que está apostando que é algo que lá no final de março, começo de abril, eu vou voltar atrás, a chance é zero. Eu sou pré-candidato e só abro mão se for para Jair Messias Bolsonaro”, disse.
A fala reforça o esforço do senador em se consolidar como herdeiro político do bolsonarismo e sinalizar previsibilidade econômica, especialmente para setores que acompanham com atenção o cenário eleitoral de 2026.

