
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 11, que a eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República deve ter uma mulher como vice. Em entrevista à GloboNews, ele voltou a defender o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa.
A ex-ministra da Agricultura já havia sido citada por Valdemar como opção em 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a reeleição. Agora, o dirigente reforça a preferência ao projetar o cenário de 2026.
Perfil de Flávio - Ao comparar o ex-presidente Jair Bolsonaro com o filho, Valdemar apontou diferenças no estilo político. Segundo ele, Flávio tem postura mais aberta ao diálogo.
“O Flávio é mais paciente, conversa mais. Nós tivemos muita dificuldade no passado para conversar com o Bolsonaro. Tem assunto que ele não queria conversar, como é o caso do vice. O Braga Netto é um homem honesto e de bem, mas não dava um voto para o Bolsonaro”, declarou, ao comentar a escolha do general como vice na chapa de 2022.
A fala indica que o dirigente pretende participar ativamente da definição da composição majoritária caso a candidatura de Flávio avance.
Valdemar também reafirmou apoio à tentativa de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, afirmou que o PL pretende pleitear a vaga de vice na chapa paulista, hoje ocupada pelo PSD.
“Vou pedir essa vaga para ele. Porque quem manda na vaga é ele, mas o Tarcísio tinha uma situação. Ele tinha dito que se fosse candidato a presidente da República viria para o PL”, disse.
No cenário paulista, o dirigente ainda comentou a disputa por uma vaga ao Senado. Segundo ele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deverá influenciar a escolha de um dos nomes, já que a candidatura seria originalmente destinada a ele.
Entre os possíveis candidatos mencionados estão os deputados federais Marco Feliciano (PL-SP) e Cezinha de Madureira (PSD-SP), o deputado estadual Gil Diniz (PL) e o ex-secretário de Cultura Mário Frias.
Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, o nome de Gil Diniz enfrenta resistência no entorno do governador Tarcísio. O chefe do Executivo paulista teria atuado nos bastidores da Assembleia Legislativa para impedir que o parlamentar assumisse a liderança do PL na Casa.
As declarações de Valdemar indicam que o PL já articula estratégias tanto para a disputa presidencial quanto para os palanques estaduais, mesmo com o calendário eleitoral ainda distante.
