Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
13 de fevereiro de 2026 - 22h18
aguas
POLÍTICA

União Progressista sai em defesa de Toffoli e fala em narrativa contra ministro

Federação e Solidariedade divulgam notas públicas em meio à repercussão do caso Banco Master

13 fevereiro 2026 - 20h15João Pedro Bitencourt
Federação União Progressista divulga nota em defesa do ministro Dias Toffoli após repercussão do caso Banco Master.
Federação União Progressista divulga nota em defesa do ministro Dias Toffoli após repercussão do caso Banco Master. - (Foto: Victor Piemonte/STF)

A Federação União Progressista divulgou nesta sexta-feira (13) uma nota pública em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que há uma tentativa de criar narrativas para desgastar a imagem do magistrado diante da opinião pública.

Canal WhatsApp

O texto é assinado pelo presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, e pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda. A manifestação ocorre após a repercussão das menções ao nome de Toffoli encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na nota, a federação sustenta que “é preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”. O documento classifica as acusações como “uma versão caluniosa, que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição”, e defende atenção às narrativas que buscam colocar a população contra o ministro.

A entidade afirma ainda que “a Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições” e reitera “confiança na integridade do ministro Dias Toffoli”, acrescentando acreditar que “a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”.

Contexto do caso

A defesa pública ocorre após Toffoli admitir ser sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort ao cunhado de Vorcaro. O ministro deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no Supremo, que passou a ser conduzido por André Mendonça.

Reportagem do Estadão apontou que uma das pessoas mais próximas de Vorcaro em Brasília seria o senador Ciro Nogueira. Segundo relatos de pessoas próximas ao parlamentar, ele teria sido ouvido antes de o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, autorizar a oferta de compra do Banco Master pelo BRB.

Ibaneis busca apoio político para as eleições de 2026, quando pretende disputar o Senado. Antes da formalização da federação União Progressista, Antonio Rueda teria oferecido aliança para fortalecer a campanha do governador.

Também é citado que Ciro Nogueira apresentou emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia financeira do Banco Central para elevar o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. A proposta foi interpretada por parlamentares e integrantes do mercado financeiro como medida que poderia beneficiar o Banco Master.

Articulações no Congresso

Antonio Rueda também é apontado por parlamentares como articulador de interesses do banco no Congresso. O União Brasil, partido que ele preside, controla o RioPrevidência, fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, que aplicou cerca de R$ 1 bilhão no Banco Master. O fundo foi alvo de operação da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades na operação, considerada de alto risco e incompatível com sua finalidade.

No Legislativo, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, resistem à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o banco. Segundo apuração do Estadão, Rueda também teria atuado nos bastidores para barrar a comissão. Parlamentares que coletam assinaturas relataram que emissários do União Brasil foram enviados para tratar do tema, movimento atribuído nos bastidores à chamada “Bancada do Master”.

Solidariedade também se manifesta

O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, também divulgou nota em defesa de Toffoli. Relator do PL da Dosimetria na Câmara, o parlamentar afirmou que “manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos” e destacou os “quase vinte anos de relevantes serviços prestados na magistratura brasileira” pelo ministro.

Na nota, Paulinho criticou o que classificou como “linchamento moral de autoridades públicas com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação” e disse que “não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia” promovam esse tipo de conduta.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop