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04 de fevereiro de 2026 - 23h00
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POLÍTICA

União Brasil troca comando em Minas e abre caminho para filiação de Rodrigo Pacheco

Deputado Rodrigo de Castro assume o partido no Estado em movimento que pode viabilizar candidatura ao governo

4 fevereiro 2026 - 21h45Pedro Augusto Figueiredo
Troca no comando do União Brasil em Minas pode viabilizar filiação de Rodrigo Pacheco ao partido.
Troca no comando do União Brasil em Minas pode viabilizar filiação de Rodrigo Pacheco ao partido. - (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O deputado federal Rodrigo de Castro assumirá o comando do União Brasil em Minas Gerais, em uma mudança interna que abre espaço para a filiação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à legenda. Nos bastidores, aliados do senador tratam a troca de partido como praticamente definida e afirmam que a articulação teve o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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A mudança foi comunicada pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, a integrantes do partido no Estado. A informação foi divulgada inicialmente pelo site O Fator e confirmada pelo Estadão. Rodrigo de Castro substitui o deputado federal Marcelo Freitas (União-MG), que tinha perfil mais alinhado a pautas bolsonaristas.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, Pacheco já havia decidido deixar o PSD e aguardava uma sinalização concreta de uma nova sigla, com União Brasil e MDB como principais opções. Com a troca no comando estadual, o União passou a ser visto como o destino mais provável.

Rodrigo Pacheco é o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas Gerais em 2026 e liderar o palanque do petista no Estado. Apesar disso, o senador vinha resistindo publicamente à ideia de concorrer. Nos bastidores do PT mineiro, a avaliação é de que, sem Pacheco, faltam nomes competitivos para uma aliança estadual com Lula. Uma alternativa considerada é o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).

A mudança no comando do União Brasil foi interpretada na política mineira como um sinal de que Pacheco pode rever a decisão de não disputar o governo. Aliados do senador, no entanto, adotam cautela e afirmam que a definição eleitoral só poderia avançar após a garantia de uma estrutura partidária viável, condição que agora estaria atendida.

Além da filiação, Pacheco atua para emplacar o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, na presidência da federação União Brasil-PP em Minas Gerais. Damião é aliado próximo do senador e foi indicado por ele para a chapa que venceu a eleição municipal de 2024 na capital.

Se a articulação avançar, o movimento tende a dificultar os planos do vice-governador Mateus Simões (PSD), pré-candidato ao governo e nome apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo). Simões contava com o apoio da federação União Brasil-PP, mas o PP mineiro é comandado pelo secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro, o que pode gerar disputa interna.

A expectativa entre aliados é que, confirmada a filiação de Pacheco, um grupo de prefeitos próximos ao senador também migre para o União Brasil. Pacheco manteve influência na legenda ao longo dos últimos anos, já que até 2021 era o principal nome do DEM em Minas, partido que se fundiu com o PSL para formar o União.

Um dos exemplos dessa influência foi a articulação para que Álvaro Damião integrasse, como vice, a chapa do então prefeito Fuad Noman na eleição municipal de Belo Horizonte em 2024. Damião assumiu a prefeitura após a morte de Noman, no ano passado.

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