
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará à China entre os dias 31 de março e 2 de abril, informou a Casa Branca nesta sexta-feira, 20. A visita ocorre em meio a expectativas de que Washington e Pequim possam estender a trégua comercial firmada no ano passado, que interrompeu uma escalada tarifária entre as duas potências.
Caso se confirme, o encontro marcará a primeira reunião presencial entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, desde outubro, quando ambos se encontraram na Coreia do Sul. Na ocasião, o republicano concordou em reduzir tarifas sobre produtos chineses em troca do compromisso de Pequim de reforçar o combate ao comércio ilícito de fentanil.
Nos bastidores, segundo rumores citados por fontes ligadas às negociações, os dois líderes discutem a possibilidade de prolongar o acordo que evitou novas rodadas de aumento de tarifas. A relação comercial entre Estados Unidos e China tem sido marcada por tensões nos últimos anos, com impactos diretos no comércio global.
A eventual extensão da trégua pode sinalizar uma tentativa de estabilizar as relações econômicas bilaterais em um momento de incerteza no cenário internacional.
A visita também ocorre poucos dias após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
A decisão judicial limita o uso da legislação para aplicação de medidas tarifárias unilaterais, alterando o ambiente jurídico das disputas comerciais conduzidas pela Casa Branca.
Com o novo encontro previsto para o fim de março, Washington e Pequim voltam ao centro do debate sobre o futuro da relação econômica entre as duas maiores economias do mundo.

