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DEFESA

Trump veta dividendos e recompras de ações em empresas de defesa dos EUA

Presidente cobra mais investimentos em fábricas e critica remuneração de executivos do setor

7 janeiro 2026 - 17h25Thais Porsch
Trump anunciou veto a dividendos e recompras de ações em empresas do setor de defesa dos EUA
Trump anunciou veto a dividendos e recompras de ações em empresas do setor de defesa dos EUA - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (7) que não permitirá mais a distribuição de dividendos nem a realização de recompras de ações por empresas da indústria de defesa. Segundo ele, companhias do setor estariam priorizando a remuneração de acionistas em detrimento de investimentos em fábricas, equipamentos e capacidade produtiva.

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A declaração foi feita em publicação na rede social Truth Social, onde o republicano adotou tom duro ao criticar a política financeira das prestadoras de serviços militares. “Esta situação não será mais permitida ou tolerada!”, escreveu Trump. Para o presidente, a medida terá efeitos positivos no longo prazo. “Isso é bom tanto para executivos quanto para acionistas, porque será ótimo para o nosso país”, afirmou.

Trump também atacou os pacotes de remuneração dos executivos das empresas de defesa, que classificou como “exorbitantes” e “injustificáveis”. De acordo com ele, os salários elevados não condizem com o ritmo de entrega de equipamentos considerados essenciais para as Forças Armadas norte-americanas.

O presidente defendeu que as empresas priorizem a ampliação da capacidade industrial e a modernização da produção. “A partir deste momento, esses executivos devem construir novas e modernas fábricas de produção, tanto para entregar e manter esse importante equipamento quanto para construir os modelos mais recentes de futuros equipamentos militares”, escreveu.

Trump acrescentou ainda que, enquanto isso não ocorrer, pretende impor um teto de remuneração aos dirigentes do setor. Segundo ele, nenhum executivo deve receber mais de US$ 5 milhões por ano, valor que, apesar de elevado, representaria apenas uma fração do que é pago atualmente.

As declarações reforçam a pressão do governo sobre a indústria de defesa para acelerar investimentos produtivos e ampliar a capacidade de fornecimento, em um momento em que os Estados Unidos buscam fortalecer sua estrutura militar e reduzir gargalos na entrega de equipamentos estratégicos.

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