Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
07 de janeiro de 2026 - 17h46
senai
CENÁRIO GLOBAL

Trump diz que ofensiva dos EUA na Venezuela matou soldados cubanos

Presidente afirma que operação teve tropas em terra, critica demora da indústria bélica e defende produção militar mais rápida

6 janeiro 2026 - 13h45Pedro Lima
Donald Trump durante evento republicano ao comentar ofensiva militar na Venezuela e defender mudanças na indústria bélica.
Donald Trump durante evento republicano ao comentar ofensiva militar na Venezuela e defender mudanças na indústria bélica. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que a operação militar conduzida por forças americanas na Venezuela envolveu a presença de “muitos soldados no terreno” e resultou na morte de militares estrangeiros. Segundo ele, soldados cubanos estariam entre os mortos durante a ação realizada no último sábado em território venezuelano.

Canal WhatsApp

A declaração foi feita durante um evento com integrantes do Partido Republicano, no qual Trump comentou os desdobramentos da ofensiva militar no país sul-americano. “Muitos soldados cubanos foram mortos”, disse o presidente, sem apresentar números ou detalhes adicionais sobre a atuação dessas forças durante a operação.

Ao tratar do tema, Trump aproveitou o discurso para reforçar sua defesa de um fortalecimento mais rápido da indústria de defesa dos Estados Unidos. Segundo ele, embora o país possua “as melhores armas do mundo”, o ritmo de produção de equipamentos militares é lento demais para as necessidades estratégicas atuais.

“Leva um tempo para fabricar armas”, afirmou o presidente, ao criticar os prazos praticados pelas empresas do setor. Trump disse que pretende adotar uma postura mais rígida com os contratantes da área de defesa, cobrando maior agilidade na entrega de projetos considerados essenciais para as Forças Armadas.

“Vou dizer aos contratantes de defesa para construírem mais rápido”, declarou. Na avaliação do presidente, programas militares estratégicos enfrentam atrasos excessivos. Como exemplo, citou o caça F-35 e o helicóptero Apache, que, segundo ele, demoram mais do que o esperado para sair das linhas de produção.

Além das questões militares, Trump também abordou a política econômica do governo, especialmente no que diz respeito às tarifas comerciais. De acordo com o presidente, a arrecadação proveniente dessas tarifas já começa a gerar impacto positivo nas contas do país.

“Temos US$ 650 milhões que entraram ou que vão entrar em breve no nosso país vindos de tarifas”, afirmou, ao defender a estratégia adotada por sua gestão como um mecanismo de fortalecimento da economia americana.

As declarações reforçam o tom duro do presidente tanto na política externa quanto na relação com setores estratégicos da economia, em um momento de atenção internacional às ações militares dos Estados Unidos e às medidas comerciais impostas pelo governo.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop