
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que espera receber o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na Casa Branca na primeira semana de fevereiro. A declaração foi feita por meio de publicações na rede social Truth Social, nas quais Trump demonstrou otimismo em relação ao encontro e disse acreditar que a reunião “funcionará muito bem para a Colômbia e para os EUA”.
O tom positivo, no entanto, veio acompanhado de condicionantes. Em meio a um cenário de tensões com países da América do Sul, intensificadas após uma operação militar americana na Venezuela, Trump destacou que o avanço do diálogo depende de ações mais efetivas contra o narcotráfico. Segundo ele, “a cocaína e outras drogas precisam ser IMPEDIDAS de entrar nos Estados Unidos”.
As declarações reforçam a centralidade do combate às drogas na política externa americana para a região, especialmente no relacionamento com países historicamente envolvidos nas rotas do tráfico internacional.
Agenda com petroleiras e foco na Venezuela - Em outra publicação feita no mesmo horário, Trump comentou sobre uma reunião com grandes companhias de petróleo marcada para esta sexta-feira. De acordo com o presidente, executivos das maiores empresas do setor estariam na Casa Branca às 16h30, no horário de Brasília. “As maiores empresas de petróleo do mundo estão vindo à Casa Branca. Todo mundo quer estar aqui”, escreveu.
Trump afirmou que nem todas as empresas puderam ser recebidas no mesmo dia e pediu desculpas às companhias que ficaram de fora do encontro. Segundo ele, o secretário de Energia, Chris Wright, e o secretário do Interior, Doug Burgum, devem atender essas empresas ao longo da próxima semana. O presidente ressaltou que as equipes mantêm contato diário, sem citar nomes de companhias.
De acordo com Trump, a reunião será dedicada quase exclusivamente a discussões sobre o petróleo venezuelano e sobre a relação de longo prazo dos Estados Unidos com a Venezuela. Ele mencionou temas como segurança e a situação da população do país sul-americano.
O presidente americano também apontou como um dos principais objetivos desse engajamento a redução dos preços do petróleo no mercado interno. “Um fator muito importante desse envolvimento será a redução dos preços do petróleo para o povo americano”, afirmou.
As declarações indicam que a política energética e a situação da Venezuela seguem como pontos centrais da agenda externa dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que o governo busca alinhar interesses estratégicos na América Latina.

