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07 de janeiro de 2026 - 02h54
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MUNDO

Após ataque à Venezuela, Trump ameaça Groenlândia e fala em ação na Colômbia

Um dia depois de bombardear a Venezuela e capturar Maduro, presidente dos EUA cita anexação de território ligado à Dinamarca e sugere ofensiva contra governo de Gustavo Petro

5 janeiro 2026 - 10h25
Donald Trump voltou a elevar a tensão internacional ao ameaçar anexar a Groenlândia e sugerir ação militar contra a Colômbia um dia após o ataque à Venezuela.
Donald Trump voltou a elevar a tensão internacional ao ameaçar anexar a Groenlândia e sugerir ação militar contra a Colômbia um dia após o ataque à Venezuela. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Um dia após bombardear a Venezuela e anunciar a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão internacional. Em novas declarações, ele ameaçou anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e sugeriu uma ação militar contra a Colômbia, governada por Gustavo Petro.

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu de forma direta. Em nota, afirmou que os EUA “não têm absolutamente nenhum direito” de anexar qualquer país do Reino da Dinamarca e classificou as falas de Trump como sem sentido.

Ela lembrou que o país integra a Otan e está coberto pela garantia de segurança da aliança militar, liderada pelos próprios Estados Unidos. “Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede amplo acesso à Groenlândia. E nós, do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, destacou, pedindo o fim das ameaças contra “um aliado histórico” e contra um povo que “já deixou claro que não está à venda”.

Do lado groenlandês, o primeiro-ministro Jens Frederik Nielsen também repudiou a ideia. Em rede social, classificou a ameaça como “inaceitável” e criticou o tom usado por Trump. “Quando o presidente dos Estados Unidos fala ‘precisamos da Groenlândia’ e nos liga à Venezuela e à intervenção militar, não é só errado. É profundamente desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, escreveu.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que Washington “precisa” da Groenlândia por razões de segurança nacional. Segundo ele, não se trata de interesse em petróleo ou minerais, mas de posição estratégica em meio à presença de “navios russos e chineses por toda a costa”. As ameaças à anexação do território, no extremo norte do continente americano, vêm sendo feitas desde o início de seu governo, em janeiro de 2025.

As declarações provocaram reação de outros líderes europeus. Chefes de governo de Finlândia, Noruega e Suécia rejeitaram publicamente a possibilidade levantada por Trump. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou à BBC que apenas a Groenlândia e a Dinamarca têm legitimidade para decidir o futuro do território e reforçou que a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa e na Otan.

Ameaça à Colômbia - Além da Groenlândia, Trump direcionou ataques à Colômbia e ao presidente Gustavo Petro, crítico da política da Casa Branca para a América Latina. O norte-americano disse que uma ação militar contra o governo colombiano “parece boa” e acusou Petro de “gostar de produzir cocaína e vendê-la aos EUA”, afirmando que essa situação “não vai continuar por muito tempo”.

O presidente colombiano respondeu com firmeza. Ele negou ser ilegítimo ou envolvido com tráfico de drogas, afirmou que seu único bem é a casa da família, ainda financiada com o próprio salário, e lembrou que seus extratos bancários já foram tornados públicos.

Petro também fez um apelo interno, pedindo que a população o defenda “contra qualquer ato ilegítimo de violência” e conclamando os colombianos a “tomar o poder em cada município do país” como forma de resistência política. Ele afirmou que as forças de segurança não devem atirar contra o povo, mas sim “contra os invasores”.

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