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21 de janeiro de 2026 - 09h05
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CASO MASTER

Toffoli manda STF sediar depoimentos da PF no caso Banco Master

Ministro determina uso de salas e servidores do Supremo para oitivas de ex-diretores do Master e do BRB em inquérito sob sigilo

21 janeiro 2026 - 07h50João Pedro Bitencourt
Toffoli acatou cronograma da PF para depoimentos do caso Master.
Toffoli acatou cronograma da PF para depoimentos do caso Master. - (Foto: Gustavo Moreno/STF)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que depoimentos da investigação sobre o Banco Master sejam realizados dentro da própria Corte, com uso de salas, estrutura física e apoio de servidores do tribunal.

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A decisão atende a um novo cronograma enviado pela Polícia Federal, que marcou as oitivas para os dias 26 e 27 de janeiro, parte por videoconferência e parte de forma presencial, em Brasília. O inquérito tramita sob sigilo e é conduzido sob relatoria de Toffoli.

Pelo despacho, a Secretaria Judiciária do STF deve organizar toda a estrutura necessária para as audiências, incluindo a reserva das salas e o suporte operacional. O ministro também mandou oficiar a PF para envio dos links de acesso, que serão usados na intimação dos investigados e de seus advogados.

Toffoli destacou ainda que as defesas já estão credenciadas para acessar os autos da investigação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi intimado para ciência da nova fase de depoimentos.

Inicialmente, a PF pretendia ouvir os investigados ao longo da última semana de janeiro e da primeira semana de fevereiro, em um formato mais pulverizado. Esse plano foi alterado após determinação de Toffoli, que ordenou a concentração das oitivas em dois dias consecutivos, dentro do próprio Supremo.

A PF informou ao STF que o cronograma leva em conta o direito de defesa, garantindo acesso prévio ao conteúdo da investigação, inclusive aos depoimentos colhidos no fim de dezembro.

Embora a polícia tenha cogitado tomar novos depoimentos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa – que já participaram de uma acareação – os investigadores decidiram, por enquanto, não reconvocar os dois.

De acordo com o planejamento apresentado pela PF, serão ouvidos:

  • Dario Oswaldo Garcia Júnior – ex-diretor executivo do BRB
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia – ex-diretor da Tirreno (empresa que vendeu carteiras de consignado ao Master)
  • Henrique Souza e Silva Perreto – atuou na estruturação da Tirreno
  • Alberto Felix de Oliveira – ex-superintendente de Tesouraria do Banco Master
  • Robério Cesar Mangueira – ex-superintendente do BRB
  • Luiz Antônio Bull – ex-diretor do Master
  • Angelo Ribeiro – ex-diretor do Master
  • Augusto Ferreira Lima – ex-sócio do Master

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