
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará na próxima quinta-feira (8) um evento para marcar os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando centenas de apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. A iniciativa ocorre em um contexto diferente dos anos anteriores, após a condenação judicial dos responsáveis por articular os ataques.
A programação começa às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, que reúne registros e materiais ligados à recuperação das instituições após a depredação. Na sequência, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, produzido a partir de imagens e relatos sobre o impacto dos ataques e o processo de reconstrução.
Após a exibição, o STF promove uma roda de conversa com profissionais da imprensa, seguida por um painel com especialistas convidados para discutir os desdobramentos institucionais e políticos do episódio. Até o momento, apenas a presença do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, foi confirmada. O Judiciário está em recesso ao longo de todo o mês de janeiro.
Esta será a terceira edição consecutiva de eventos organizados pelo Supremo em memória do 8 de janeiro. A diferença, neste ano, é que a cerimônia ocorre após a conclusão de julgamentos relacionados ao episódio. Para o STF, os ataques integraram um plano golpista com o objetivo de manter Jair Bolsonaro no poder após o resultado das eleições de 2022.
O ex-presidente foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão. A pena começou a ser cumprida em novembro, após o trânsito em julgado da decisão.
Além do evento no Supremo, o Palácio do Planalto realizará uma programação própria para marcar a data. A cerimônia está prevista para as 10h de quinta-feira, também em Brasília.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o evento contará com a participação de autoridades e representantes da sociedade civil, embora os nomes ainda não tenham sido divulgados. A proposta é reforçar o compromisso institucional com a democracia e relembrar os impactos dos ataques ocorridos em 2023.

