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07 de janeiro de 2026 - 10h19
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POLÍTICA

STF marca três anos do 8 de janeiro e relembra condenações por tentativa de golpe

Evento será realizado na quinta-feira e destaca julgamentos, prisões e impactos institucionais dos ataques

5 janeiro 2026 - 18h30Carolina Brígido
STF promove evento para lembrar três anos dos atos de 8 de janeiro e os julgamentos da tentativa de golpe.
STF promove evento para lembrar três anos dos atos de 8 de janeiro e os julgamentos da tentativa de golpe. - (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai promover, na próxima quinta-feira (8), um evento para marcar o terceiro aniversário dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília. A iniciativa tem como objetivo destacar a gravidade da tentativa de golpe de Estado, os desdobramentos institucionais do episódio e as punições aplicadas aos responsáveis.

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A Corte concluiu no ano passado o julgamento dos acusados de integrar a trama golpista. Como resultado das decisões, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado e preso, assim como integrantes de sua gestão e militares de altas patentes das Forças Armadas. O STF considera que as ações tiveram como objetivo romper a ordem democrática e impedir a alternância de poder no País.

Ainda resta apenas um réu a ser julgado: o blogueiro Paulo Figueiredo, que se encontra foragido nos Estados Unidos. A expectativa no tribunal é de que a denúncia contra ele seja recebida ainda neste semestre. Ao fim da ação penal, a previsão é que ele também seja condenado por participação nos atos relacionados à tentativa de golpe.

A cerimônia está marcada para as 14h30 e será conduzida pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. Todos os ministros foram convidados, mas a lista de presenças ainda não foi divulgada. Como o Judiciário está em recesso até fevereiro, a avaliação interna é de que nem todos os integrantes da Corte participarão.

A programação prevê a inauguração da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, que reúne registros e materiais ligados à recuperação das instituições após os ataques. Em seguida, será exibido o documentário “Democracia inabalada: mãos da reconstrução”.

O evento inclui ainda uma roda de conversa com profissionais da imprensa e uma mesa redonda dedicada à análise do dia em que as sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário foram invadidas. Participam dos debates o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, o historiador Carlos Fico, a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva e o jornalista e pesquisador Felipe Recondo Freire.

Para o Supremo, a realização anual do evento busca preservar a memória institucional e reafirmar o papel da Justiça na responsabilização de ataques contra o Estado Democrático de Direito.

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