
O partido Solidariedade divulgou nesta sexta-feira, 13, uma nota pública em apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, após o magistrado deixar a relatoria do caso envolvendo o Banco Master. No texto, a legenda critica o que classificou como “linchamento moral”.
A manifestação é assinada pelo deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), presidente nacional do partido.
“Manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos. Por isso, torna-se pública a presente nota para reconhecer os quase vinte anos de relevantes serviços prestados na magistratura brasileira pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli”, afirma o comunicado.
Na nota, o Solidariedade destaca a atuação de Toffoli em momentos considerados sensíveis da história recente do País.
“O ministro ocupou a Presidência do Poder Judiciário durante o desafiador período da pandemia de Coronavírus (Covid-19). Também conduziu eleições gerais como Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, sendo sempre respeitado pelo equilíbrio e firmeza em sua atuação pública”, diz o texto.
O partido também faz críticas a setores que, segundo a legenda, estariam promovendo ataques ao ministro.
“Não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia promovam o linchamento moral de autoridades públicas com base em prejulgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação”, afirma a nota.
Ao final, o Solidariedade sustenta que a situação exige cautela institucional. “A responsabilidade institucional exige de todos nós - líderes políticos - e da sociedade cuidado com a defesa da democracia e de suas instituições.”
A troca na relatoria do caso Banco Master foi anunciada pelo STF na noite de quinta-feira, 12. O processo passou para outro ministro, mas a Corte informou que não há suspeição ou impedimento formal de Toffoli.
Segundo os magistrados, o então relator atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Toffoli permanece apto a votar no caso, caso ele seja levado a julgamento.

