
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se colocar à disposição para disputar as eleições de outubro deste ano e que não há como o projeto político do governo prescindir de seu nome em São Paulo. Segundo ela, o cenário eleitoral no Estado não se sustenta sem a presença de Haddad na chapa.
“Não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão. O quadro não fecha sem ele. E ele precisa ter essa consciência”, declarou Tebet, ao comentar as articulações eleitorais em andamento no Palácio do Planalto.
A ministra afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já iniciou conversas sobre o tema com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com Haddad. De acordo com Tebet, os diálogos devem continuar nos próximos dias. “O presidente está conversando com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro Fernando Haddad. Conversou esta semana e vai conversar na semana que vem”, disse.
Disputa em São Paulo - Para Tebet, é improvável que o governo chegue às eleições sem ao menos uma chapa competitiva em São Paulo. Ela defendeu que o Estado tenha uma composição forte, com nomes de peso ligados diretamente à gestão federal.
“Eu acho que não há possibilidade de não ter pelo menos uma dupla em São Paulo. Uma andorinha não faz verão”, afirmou.
Na avaliação da ministra, Haddad e Alckmin são os nomes mais preparados para disputar o governo paulista, tanto pela trajetória política quanto pela ligação com o presidente Lula. Segundo ela, essa associação é estratégica para ampliar o desempenho da base governista nas eleições nacionais.
“Acho que os melhores nomes para o governo de São Paulo, por toda a história, por conhecerem, por estarem mais atrelados à própria figura do presidente Lula, é o Haddad por ser do PT e o Alckmin por ser vice”, afirmou.
Estratégia eleitoral - Tebet destacou que a escolha dos candidatos em São Paulo deve levar em conta o impacto na eleição majoritária federal. Para ela, nomes com maior projeção tendem a impulsionar a votação da base aliada.
“A gente está falando em angariar votos para a majoritária federal. Esses dois nomes, a meu ver, no governo do Estado, puxam mais votos”, avaliou.
Apesar das declarações, a ministra ressaltou que a definição final caberá ao presidente da República. “Esse processo, quem vai liderar é o presidente Lula”, afirmou.
Disposição para o Senado - Simone Tebet também revelou que já colocou seu nome à disposição para disputar uma vaga no Senado, mas descartou, neste momento, a candidatura ao governo estadual. Segundo ela, há possibilidade de concorrer tanto por Mato Grosso do Sul quanto por São Paulo.
“Eu já me coloquei à disposição do presidente para disputar a vaga de Senado, ou em Mato Grosso do Sul ou em São Paulo. Eu já me coloquei à disposição do time”, disse.
Ela afirmou ainda que acredita que tanto Haddad quanto Alckmin também estarão dispostos a atender à definição que vier do Planalto.
Questionada se a composição da chapa paulista já está definida, Tebet negou. Segundo a ministra, novas conversas devem ocorrer após o carnaval para amadurecer a decisão.
“Não está batido o martelo. Deve haver uma nova conversa depois do carnaval”, concluiu.
As declarações evidenciam que as articulações eleitorais seguem em curso dentro do governo e que São Paulo permanece como peça central na estratégia política do Palácio do Planalto para as eleições deste ano.

