
A política nacional em 2026 já começa a se desenhar com disputas e movimentações internas nos partidos. O PT, ao comemorar seus 46 anos, anunciou um evento com foco em um planejamento gradual para a corrida eleitoral de 2026, mas o cenário político nacional está se moldando de maneira complexa. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha recuado do anúncio antecipado de sua pré-candidatura à reeleição, a movimentação dentro do partido revela uma série de desafios e oportunidades para outros políticos no cenário nacional, como é o caso da ministra Simone Tebet (MDB-MS).
O PT, ao planejar sua estratégia para 2026, ainda enfrenta impasses internos, principalmente no que se refere à disputa por São Paulo. Lula tenta convencer Fernando Haddad, ministro da Fazenda, a concorrer ao governo paulista, dado o peso decisivo desse estado nas eleições. São Paulo, com mais de 34 milhões de eleitores, é o maior colégio eleitoral do país e um dos maiores desafios para o PT, que perdeu no estado por mais de 2,6 milhões de votos em 2022.
Em meio a esses debates, o nome de Simone Tebet se destaca como uma possível peça importante. Ela vem sendo cogitada como candidata ao governo paulista, em uma articulação que inclui sua possível filiação ao PSB. A mudança de partido teria o objetivo de aumentar as alianças e fortalecer o campo governista no estado. Com isso, ela se colocaria como uma alternativa estratégica para o PT e suas coalizões, caso não consiga a adesão de Haddad para o pleito.
Simone Tebet e os desafios de 2026 - Simone Tebet, que se destacou nas eleições de 2022 ao se tornar uma das principais lideranças do MDB e ocupar a vice-presidência do Senado, agora se vê diante de uma nova oportunidade política: ser candidata a governadora de São Paulo. Para muitos, essa é uma estratégia interessante, pois São Paulo exige um candidato competitivo que possa disputar diretamente com nomes do PSDB e do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Tebet, ao se aproximar do PSB, teria a chance de criar uma aliança estratégica com figuras importantes, como Marina Silva (Rede), que poderia entrar como candidata ao Senado. Essa articulação, que inclui a busca por um espaço político relevante, é vista como uma das maiores movimentações para o MDB e o PSB no estado.
A estrutura da eleição de 2026 - Para o governo de São Paulo, a construção de uma candidatura forte é fundamental. O PT, embora com dificuldades internas, continua consolidando o apoio em estados como a Bahia, onde possui uma base forte há décadas. No entanto, no campo nacional, a escolha de um nome competitivo para São Paulo será crucial para que o partido consiga se firmar como uma opção viável para as eleições de 2026.
Por outro lado, o plano do PT em relação ao cenário nacional, com as discussões sobre soberania, economia e políticas sociais, também vai envolver nomes como Tebet, se ela realmente se lançar como candidata. A movimentação do PT deve ser observada com atenção, pois a escolha de seus aliados e os acordos que firmar para 2026 serão essenciais para consolidar a força política nas eleições presidenciais e estaduais.

