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29 de janeiro de 2026 - 19h49
SENAR
POLÍTICA

Senadores pedem quebra de sigilo da esposa de Alexandre de Moraes em CPI

Requerimento apresentado na CPI do Crime Organizado mira movimentações financeiras de advogada ligada ao Banco Master

29 janeiro 2026 - 18h45João Pedro Bitencourt
Senadores pedem quebra de sigilo da esposa de Alexandre de Moraes em CPI.
Senadores pedem quebra de sigilo da esposa de Alexandre de Moraes em CPI. - (Foto: Reprodução)

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram um requerimento na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal, solicitando a quebra dos sigilos bancário e fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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O pedido abrange o período de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026 e prevê o acesso a informações detalhadas sobre movimentações financeiras, dados fiscais, investimentos e registros em sistemas de controle do Estado, como Receita Federal, Banco Central e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Segundo os autores do requerimento, a medida tem como objetivo identificar eventuais padrões atípicos de movimentação financeira, possíveis nexos econômicos relevantes e vínculos que possam ser analisados no contexto das investigações conduzidas pela CPI, que apura a atuação de organizações criminosas e suas ramificações institucionais.

Na justificativa apresentada ao colegiado, o senador Eduardo Girão afirma que há informações amplamente divulgadas pela imprensa sobre a atuação do Banco Master junto a órgãos públicos. Nesse contexto, segundo ele, ganha relevância o fato de Viviane Barci de Moraes ter mantido contrato de prestação de serviços advocatícios de alto valor econômico com a instituição financeira.

“Nesse contexto, assume especial relevância o fato de a Sra. Viviane Barci de Moraes ter mantido contrato de prestação de serviços advocatícios de elevado valor econômico com o Banco Master, envolvendo atuação direta ou indireta perante diversos órgãos públicos estratégicos, como Banco Central do Brasil, Coaf, Receita Federal e PGFN”, afirma Girão no documento.

O senador sustenta que a apuração técnica deve avaliar a compatibilidade entre os valores recebidos, a origem dos recursos, o fluxo financeiro e a efetiva prestação dos serviços contratados.

Segundo o texto, o requerimento não tem caráter punitivo ou acusatório. “Trata-se de ferramenta constitucional das CPIs, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, para apuração objetiva de fatos e identificação de eventuais padrões atípicos ou esquemas estruturados de favorecimento indevido, tráfico de influência ou ocultação de ilícitos”, diz o documento.

Ao subscrever o pedido, o senador Magno Malta afirmou que o Parlamento tem o dever de fiscalizar situações que possam comprometer a transparência e a legalidade na administração pública. Segundo ele, relações pessoais ou vínculos familiares não podem servir como obstáculo à atuação do Congresso Nacional.

O requerimento foi protocolado na CPI do Crime Organizado e ainda precisa ser analisado pelos integrantes do colegiado. Caso seja aprovado, os órgãos competentes serão formalmente acionados para o envio das informações solicitadas.

Procurada por meio do escritório Barci de Moraes, Viviane Barci de Moraes não respondeu à reportagem até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestação.

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