Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
17 de fevereiro de 2026 - 18h17
aguas
INVESTIGAÇÃO NO STF

Receita diz que não houve acesso a dados fiscais do procurador-geral Paulo Gonet

Auditoria apura vazamento de informações de ministros do Supremo e familiares; PF cumpriu mandados em três estados

17 fevereiro 2026 - 17h00Renan Monteiro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet. - (Foto: Lula Marques/ABrasil)

A Receita Federal informou nesta terça-feira, 17, que não identificou qualquer acesso a dados fiscais sigilosos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nem de familiares do chefe do Ministério Público Federal. A manifestação ocorre no contexto de investigação que apura possível vazamento de informações protegidas de autoridades do alto escalão da República.

Canal WhatsApp

Mais cedo, o Supremo Tribunal Federal divulgou nota confirmando que há uma apuração em andamento sobre eventual divulgação indevida de dados sigilosos de ministros da Corte, do procurador-geral da República e de seus familiares. Segundo o tribunal, no curso dessa investigação foram constatados “diversos e múltiplos” acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguidos de vazamento das informações.

Diante da repercussão, a Receita esclareceu que a auditoria em curso envolve a verificação de possíveis ilegalidades contra ministros do Supremo, o PGR e familiares, mas destacou que, até o momento, não houve registro de acesso aos dados fiscais de Paulo Gonet ou de seus parentes.

A investigação levou ao cumprimento, nesta terça-feira, de quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. As medidas foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal e executadas pela Polícia Federal.

O objetivo é aprofundar a apuração sobre o uso indevido dos sistemas da Receita e identificar responsáveis pelos acessos considerados ilícitos.

O STF sustenta que houve consultas irregulares ao banco de dados do Fisco, seguidas de vazamento das informações sigilosas. A Corte não detalhou quais ministros teriam sido afetados.

A Receita reforçou que a auditoria interna continua em andamento e que os sistemas do órgão permitem rastrear acessos realizados por servidores. A verificação busca identificar eventuais desvios e responsabilizar envolvidos, caso sejam confirmadas irregularidades.

O caso envolve diretamente a proteção de informações fiscais, que são resguardadas por sigilo legal. O acesso indevido pode resultar em sanções administrativas e criminais.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop

Deixe seu Comentário

Veja Também

Mais Lidas