
Sem clima para disputa interna, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), afirmou que o partido não deve realizar prévias para decidir quem será o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano.
A declaração foi dada em entrevista ao podcast Warren Política, um dia depois de o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmar filiação ao PSD, ampliando para três os nomes da sigla colocados no debate presidencial: Caiado, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o próprio Ratinho Jr.
Segundo ele, a escolha tende a ser feita por consenso, sem briga pública dentro do partido. Ratinho Jr disse que os possíveis candidatos estão “desarmados” e que deve prevalecer o nome que tiver mais capacidade de liderar, atrair aliados e montar um bom time político, com apoio dos demais.
Embora o PSD discuta internamente ter candidato próprio, Ratinho Jr lembrou que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, tem simpatia pela ideia de apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para o paranaense, Tarcísio é hoje o nome “mais viável” da direita, mas a tendência é que ele concorra à reeleição em São Paulo.
Ratinho Jr avaliou que Tarcísio ainda tem trajetória curta na política e foi impulsionado pela força do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem o governador paulista seria grato. Mesmo assim, disse que o paulista teria condições de liderar uma candidatura nacional, se não estivesse preso à responsabilidade de seguir no governo de São Paulo.
Críticas a Lula e defesa de mais nomes de direita - Na entrevista, Ratinho Jr também atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Disse que o PT “já deu o que tinha que dar” e que, apesar do apoio popular recebido nos últimos 20 anos, Lula não teria cumprido o que prometeu.
Ele citou o discurso de posse do petista, quando Lula falou em garantir três refeições por dia aos brasileiros, e afirmou que a realidade não teria alcançado as promessas. Para Ratinho Jr, o governo se destaca mais pela propaganda do que pela entrega de resultados.
Nesse cenário, o governador defendeu que haja várias candidaturas de direita na disputa presidencial, para ampliar o debate sobre o futuro do país. Questionado sobre a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser candidato, Ratinho Jr respondeu que o eleitor não pode ficar restrito a apenas duas opções.
Ele considerou “natural” que partidos como PL, PSD e MDB lancem seus próprios nomes ao Planalto, como parte do jogo político e da disputa de projetos para o Brasil.
