Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
09 de janeiro de 2026 - 08h04
senai
POLÍTICA

Randolfe Rodrigues diz que pode faltar viabilidade para CPI do Master pelo calendário eleitoral

Líder do governo diz que Planalto ainda avalia apoiar CPI sobre Banco Master e cita possível esvaziamento do Congresso em ano eleitoral.

8 janeiro 2026 - 12h30Naomi Matsui
Líder do governo, Randolfe Rodrigues diz que CPI do Master pode esbarrar no calendário eleitoral, mas defende que investigações continuem.
Líder do governo, Randolfe Rodrigues diz que CPI do Master pode esbarrar no calendário eleitoral, mas defende que investigações continuem. - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira (8) que o Palácio do Planalto ainda não definiu se apoiará a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. Segundo ele, pode faltar “viabilidade pragmática” para o funcionamento da comissão por causa do calendário eleitoral de 2026, que tende a esvaziar o Congresso no segundo semestre.

Canal WhatsApp

“Não sei se há viabilidade pragmática do funcionamento do Congresso Nacional que possibilita a CPI, mas o governo não tem nenhum veto a qualquer tipo de investigação, seja qual for. Inclusive, sobre a CPI, nós vamos avaliar”, disse Randolfe, no Palácio do Planalto, antes da cerimônia em memória aos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.

O senador afirmou que o governo é favorável à continuidade das apurações sobre possíveis fraudes envolvendo o Banco Master e saiu em defesa do Banco Central, alvo de ataques nas redes sociais.

“A posição do governo é que as investigações sigam e ocorram. A posição que temos é que o Banco Central tem que ser respeitado nas suas atribuições. A posição do governo é que as investigações aconteçam, custe o que custar, atinja quem tiver que atingir”, reforçou.

A proposta de instalação da CPI do Master é articulada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que afirma já ter obtido as assinaturas necessárias para protocolar o pedido. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidir se autoriza ou não a criação do colegiado. Alcolumbre costuma se posicionar contra o funcionamento de CPIs, por considerar que elas travam a pauta do Congresso.

Randolfe citou esse contexto ao falar de “viabilidade pragmática” para uma eventual comissão em pleno ano eleitoral, quando o Plenário tende a ficar mais esvaziado por causa das disputas municipais.

Veto ao projeto da dosimetria - O senador também comentou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que reduzia as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Segundo Randolfe, o governo vai atuar para manter a decisão no Congresso.

“Vai ser natural a nossa parte também mobilizar para que o veto seja mantido”, afirmou. O veto foi anunciado nesta quinta-feira, durante a cerimônia em memória do 8 de Janeiro, no Palácio do Planalto.

Ausência de Alcolumbre e Motta no ato do 8 de Janeiro - Randolfe também comentou a ausência de Davi Alcolumbre e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na cerimônia desta quinta.

“O ano passado não foi diferente. É uma escolha que tem que ser respeitada, a dos presidentes das Casas. O importante é que a data de hoje tem que ser sempre lembrada, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”, declarou o líder do governo.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop