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POLÍTICA

Randolfe defende investigação ampla sobre supostas irregularidades do Banco Master

Líder do governo diz que caso precisa ser apurado no Banco Central, MP, PF e no Congresso

20 janeiro 2026 - 16h20Naomi Matsui
Randolfe Rodrigues defendeu investigação ampla sobre o caso do Banco Master no Congresso Nacional
Randolfe Rodrigues defendeu investigação ampla sobre o caso do Banco Master no Congresso Nacional - Foto: Banco Master

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta terça-feira (20) que todas as suspeitas envolvendo o Banco Master precisam ser investigadas de forma ampla e transparente. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar disse que não pode haver exceções quando estão em jogo a economia do país e a confiança no sistema financeiro nacional.

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“Tudo deve ser investigado, não há nada escondido que não possa ser descoberto: de lavagem de dinheiro a contribuições de campanha. Temos o dever de fiscalizar, cobrar explicações e proteger a economia do País. De quem quer seja, estejam onde estiver”, escreveu Randolfe em seu perfil no X.

O senador classificou o caso como “um dos maiores crimes contra o sistema financeiro nacional” já registrados no Brasil. Segundo ele, a apuração precisa avançar em várias frentes institucionais, envolvendo órgãos de controle, forças de investigação e o próprio Congresso Nacional.

Randolfe afirmou que apoia uma série de iniciativas em andamento. Entre elas, citou a atuação do Banco Central, responsável pela fiscalização do sistema financeiro, as investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, além da criação de um grupo de trabalho no Senado.

O parlamentar também declarou apoio a eventuais propostas de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que estejam em tramitação no Congresso e tenham como objetivo esclarecer o caso.

O grupo de trabalho mencionado por Randolfe foi criado no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e terá a função de acompanhar e supervisionar as investigações relacionadas ao Banco Master. O senador será um dos integrantes do colegiado.

A coordenação do grupo ficará a cargo do senador Renan Calheiros (MDB-AL). A composição contará ainda com parlamentares da base governista e da oposição. A instalação oficial do grupo está prevista para a primeira semana de fevereiro.

A movimentação no Senado ocorre em meio à repercussão nacional do caso e à pressão por esclarecimentos sobre os impactos das supostas irregularidades no sistema financeiro e na economia do país.

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