
Sete anos após o crime que repercutiu no Brasil e no exterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta terça-feira (24) o julgamento dos réus acusados de ordenar e planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A análise ocorre na Primeira Turma da Corte. Estão previstas duas sessões nesta terça-feira e uma terceira na manhã de quarta-feira (25), a partir das 9h.
Pouco antes das 10h, o ministro Alexandre de Moraes iniciou a leitura do relatório baseado na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No documento, são descritos o crime, o histórico do processo, as teses da acusação e das defesas, além da relação dos crimes atribuídos aos réus.
A sessão é acompanhada por parlamentares do PSOL, partido ao qual Marielle era filiada, entre eles Talíria Petrone, Tarcísio Motta, Pastor Henrique Vieira e Chico Alencar. Também estão presentes o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã da vereadora.
O crime - Marielle Franco foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. A vereadora, então com 38 anos, retornava para casa, na Tijuca, zona norte da capital, após participar de uma reunião com mulheres negras na Lapa.
No carro estavam o motorista Anderson Gomes, de 39 anos, que também morreu no ataque, e a assessora parlamentar Fernanda Chaves, de 43, que sobreviveu.
O julgamento no STF marca uma nova etapa do caso, que desde 2018 mobiliza familiares, movimentos sociais e autoridades em busca de responsabilização dos envolvidos.

