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20 de fevereiro de 2026 - 20h12
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POLÍTICA

PGR é contra prisão domiciliar para Bolsonaro e diz que tratamento é possível na cadeia

Paulo Gonet afirma ao STF que batalhão onde ex-presidente está preso oferece atendimento médico adequado

20 fevereiro 2026 - 19h00Lavínia Kaucz
O ex-presidente. Jair Bolsonaro.
O ex-presidente. Jair Bolsonaro. - (Foto: Antonio Augusto/STF)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, ele afirmou que não há fundamento para substituir a custódia atual por prisão em casa.

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Segundo Gonet, a jurisprudência do Supremo prevê prisão domiciliar apenas quando o tratamento médico necessário não pode ser oferecido na unidade prisional, situação que, na avaliação dele, não se aplica ao caso. O PGR destacou que o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde Bolsonaro está detido, conta com assistência médica 24 horas e unidade avançada do Samu.

O parecer menciona laudo elaborado por peritos da Polícia Federal no início do mês, que apontou a necessidade de acompanhamento contínuo do ex-presidente, mas concluiu que o quadro de saúde não impede a permanência no batalhão, conhecido como Papudinha. A perícia recomendou adaptações na unidade, além de acompanhamento nutricional, fisioterapia e prática de atividade física.

Para Gonet, apesar das diferentes patologias mencionadas no laudo, a própria Polícia Federal foi categórica ao afirmar que as doenças estão sob controle clínico. Ele sustentou que a necessidade de ajustes no ambiente e de dieta específica não torna o sistema prisional inadequado, uma vez que o tratamento já vem sendo prestado no local.

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