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15 de fevereiro de 2026 - 18h35
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POLÍTICA

Pesquisa Quaest mostra que 53% dos brasileiros confiam nas urnas eletrônicas

Levantamento indica divisão regional e diferença de opinião conforme voto, idade e renda

15 fevereiro 2026 - 17h00Talita Nascimento
Mais da metade dos brasileiros afirma confiar no sistema de urnas eletrônicas, aponta pesquisa Quaest.
Mais da metade dos brasileiros afirma confiar no sistema de urnas eletrônicas, aponta pesquisa Quaest. - (Foto: Antonio Augusto/TSE)

Mais da metade dos brasileiros considera confiável o sistema de urnas eletrônicas. É o que aponta pesquisa da Quaest, contratada pela Genial Investimentos, segundo a qual 53% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “as urnas eletrônicas são confiáveis”. Outros 43% discordam, 1% disse não concordar nem discordar e 3% não souberam ou não responderam.

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O levantamento foi realizado com 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram feitas presencialmente, em domicílios, por meio de questionários estruturados.

Diferenças regionais - A confiança nas urnas varia conforme a região do país. No Nordeste, 59% dos entrevistados afirmaram confiar no sistema eletrônico de votação, enquanto 37% disseram discordar da afirmação.

No Sudeste, 54% demonstraram confiança, contra 42% que discordaram. Já no Sul houve empate técnico, com 48% tanto entre os que concordam quanto entre os que discordam. O mesmo cenário aparece no Centro-Oeste, onde 48% acreditam que as urnas são confiáveis e 48% não acreditam.

Relação com voto - O levantamento também cruzou as respostas com o comportamento eleitoral dos entrevistados. Entre os que afirmam confiar nas urnas, 75% votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 26% escolheram Jair Bolsonaro. Nesse grupo, 59% declararam ter votado branco, nulo ou não comparecido às urnas.

Já entre os que discordam da confiabilidade do sistema, 22% votaram em Lula e 69% em Bolsonaro. Entre os que optaram por branco, nulo ou não foram votar, 38% afirmam não confiar nas urnas.

Faixa etária e renda - Quando analisada por idade, a maior proporção de confiança aparece entre jovens de 16 a 34 anos: 57% concordam que as urnas são confiáveis, enquanto 40% discordam.

Na faixa de 35 a 59 anos, a diferença é menor: 50% confiam e 47% não confiam. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a confiança volta a crescer, com 53% de concordância contra 38% de discordância.

A renda também influencia as respostas, embora com variações mais discretas. Entre quem recebe até dois salários mínimos, 55% confiam nas urnas e 40% discordam. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, 52% afirmam confiar e 44% não confiam. Entre os que ganham acima de cinco salários mínimos, 52% demonstram confiança, enquanto 45% discordam.

O levantamento mostra que, embora a maioria dos brasileiros declare confiar no sistema eletrônico de votação, o tema ainda divide opiniões, especialmente quando observados recortes regionais e políticos.

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