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12 de fevereiro de 2026 - 18h26
ELEIÇÕES 2026

Nikolas reage a críticas e reafirma apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

Deputado diz que participará da campanha no primeiro turno, mas prioriza reeleição em Minas

12 fevereiro 2026 - 16h45João Pedro Bitencourt
Nikolas Ferreira reafirma apoio a Flávio Bolsonaro e diz que participará da campanha presidencial no primeiro turno.
Nikolas Ferreira reafirma apoio a Flávio Bolsonaro e diz que participará da campanha presidencial no primeiro turno. - Foto: Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais nesta quarta-feira (11) para rebater críticas de perfis bolsonaristas que o acusavam de não participar da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome escolhido por Jair Bolsonaro para a disputa ao Palácio do Planalto. Em publicação no X, o parlamentar mineiro reafirmou apoio ao filho do ex-presidente e classificou como “falsa” a narrativa de que ficaria fora da campanha.

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“Flávio é o candidato escolhido pelo presidente Bolsonaro e terá o meu apoio. Disse isso de forma objetiva e afirmei que estarei na campanha, mesmo sem participar da coordenação ou do planejamento do processo”, escreveu. “Não há qualquer declaração minha dizendo que não participaria da campanha presidencial no primeiro turno. Essa é uma narrativa claramente falsa, a ponto de ser patética, construída a partir de cortes descontextualizados e de muita má-fé”, completou.

A manifestação ocorre em meio a um ambiente de tensão dentro da própria base bolsonarista, num momento em que o PL articula estratégias para as eleições de 2026 e busca consolidar palanques nos principais colégios eleitorais do país.

Prioridade em Minas Gerais - Nikolas também explicou declarações recentes nas quais afirmou que vai priorizar sua reeleição à Câmara dos Deputados por Minas Gerais. Segundo ele, a decisão tem relação direta com o capital político construído no Estado.

“Por quê? Simples: a votação expressiva que o povo mineiro me confiou é um dos pilares que sustentam a minha força”, justificou.

Minas Gerais é considerado um dos Estados mais estratégicos em disputas presidenciais. O próprio deputado reforçou esse peso político ao afirmar: “Além disso, é de conhecimento de todos que, historicamente, a vitória em Minas Gerais é condição necessária para que um candidato se torne presidente. Não é egoísmo ou projeto pessoal, é propósito”.

A fala ganha relevância porque o PL ainda tenta estruturar um nome competitivo para o governo mineiro. Em entrevista ao portal Metrópoles no início do mês, o próprio Nikolas admitiu que o partido segue em busca de um candidato para a disputa estadual.

Nos bastidores, o senador Flávio Bolsonaro chegou a considerar o nome de Nikolas para a corrida ao governo de Minas. A possibilidade foi discutida com lideranças do Centrão, que teriam manifestado interesse em apoiá-lo. Posteriormente, no entanto, o senador afirmou que o deputado não seria o candidato.

A decisão partiu do próprio Nikolas, que optou por manter o foco na reeleição à Câmara. Ele já havia declarado anteriormente que não tinha interesse em disputar o governo estadual.

O movimento evidencia o delicado equilíbrio político dentro da direita mineira. O vice-governador Mateus Simões (PSD) trabalha para viabilizar seu nome como sucessor de Romeu Zema (Novo) e tenta se consolidar como o principal representante da direita no Estado. Segundo a Coluna do Estadão, Simões afirmou que Flávio Bolsonaro não terá seu palanque em Minas, que já estaria reservado a Zema, pré-candidato ao Planalto.

Articulações nacionais - No plano nacional, também houve especulação sobre uma possível composição entre Romeu Zema e Flávio Bolsonaro. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), chegou a cogitar a hipótese de Zema ser vice na chapa presidencial. O governador mineiro, no entanto, afirmou que não recebeu convite.

Esses movimentos mostram que, apesar do apoio declarado de Nikolas, o cenário político ainda está em formação, com alianças sendo avaliadas e estratégias regionais influenciando diretamente o tabuleiro nacional.

Ao rebater os ataques nas redes, Nikolas defendeu que os perfis responsáveis pelas críticas sejam desautorizados publicamente. “Do contrário, continuarão a criar conflitos desnecessários”, afirmou.

Em um dos trechos do vídeo divulgado, o deputado destacou que não se considera subserviente ao bolsonarismo, embora mantenha alinhamento político. Também declarou que fará “tudo o que deve ser feito” contra o PT.

Sobre a escolha de Jair Bolsonaro pelo próprio filho como candidato, Nikolas disse compreender a decisão. “Acho que o Bolsonaro tomou muitas ‘facadas’ de deslealdade e, talvez, algo que ele preze agora seja a lealdade. E ninguém melhor do que a própria família para se confiar”, afirmou.

A declaração reforça o argumento de que, para parte do grupo político, a fidelidade interna se tornou elemento central na definição de candidaturas.

Ao colocar Minas Gerais como peça-chave para a disputa presidencial, Nikolas sinaliza que seu papel pode ir além de um simples apoiador de campanha. O Estado, historicamente decisivo nas eleições nacionais, volta ao centro das articulações.

Enquanto isso, o PL tenta organizar seus palanques estaduais e consolidar um nome competitivo ao governo mineiro, em meio a disputas internas e à movimentação de aliados como Zema e Mateus Simões.

A resposta pública de Nikolas busca encerrar o ruído dentro da própria base e reafirmar seu posicionamento: apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno, mas com prioridade estratégica na manutenção de sua força política em Minas Gerais.

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