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07 de janeiro de 2026 - 18h45
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JUDICIÁRIO

Moraes pede que defesa de Bolsonaro indique exames após relato de queda na cela

STF avalia se procedimentos médicos podem ser realizados no sistema penitenciário

6 janeiro 2026 - 16h45Lavínia Kaucz
Alexandre de Moraes determinou que a defesa indique exames após relato de queda de Jair Bolsonaro em cela.
Alexandre de Moraes determinou que a defesa indique exames após relato de queda de Jair Bolsonaro em cela. - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informe quais exames médicos considera necessários para avaliar o estado de saúde dele após o relato de uma queda ocorrida durante a madrugada em sua cela. A medida tem como objetivo verificar se os procedimentos podem ser realizados dentro do próprio sistema penitenciário.

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No despacho, Moraes citou uma nota da Polícia Federal (PF) que aponta que Bolsonaro sofreu apenas ferimentos leves. Segundo o comunicado, o médico da corporação que realizou o atendimento inicial “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.

Com base nessas informações, o ministro afirmou que, até o momento, não há indicação de urgência para remoção do ex-presidente a uma unidade hospitalar. “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, registrou.

Além disso, Moraes determinou que o laudo médico produzido pela PF seja anexado aos autos do processo, para subsidiar a análise do caso e eventuais decisões futuras sobre o acompanhamento de saúde do ex-presidente.

O episódio foi tornado público mais cedo pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que usou as redes sociais para relatar a situação. Em publicação no Instagram, ela afirmou que Bolsonaro “não está bem” e que teria batido a cabeça em um móvel após sofrer uma “crise” enquanto dormia.

A partir das informações que forem apresentadas pela defesa, o STF deve avaliar se os exames solicitados podem ser realizados no ambiente prisional ou se haverá necessidade de encaminhamento externo.

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