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20 de janeiro de 2026 - 13h42
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MINISTRO DO STF

Moraes limita perícia médica de Bolsonaro e barra quesitos da defesa sobre regime de prisão

Ministro afirma que perguntas extrapolam avaliação clínica e exigiriam análise jurídica

20 janeiro 2026 - 11h45Redação
Alexandre de Moraes teve sanções financeiras revogadas pelos EUA após condenação de Bolsonaro pelo STF.
Alexandre de Moraes teve sanções financeiras revogadas pelos EUA após condenação de Bolsonaro pelo STF. - (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou parte do pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ampliar o alcance da perícia médica determinada após sua transferência para o Complexo Penitenciário da Papudinha, em Brasília. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (19).

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Segundo Moraes, alguns dos quesitos formulados pelos advogados extrapolam o objetivo técnico da avaliação médica e avançam para análises de natureza jurídica ou subjetiva, o que não cabe à junta pericial. Entre as perguntas barradas estão aquelas que buscavam avaliar se o cumprimento da pena em ambiente prisional seria incompatível com o estado de saúde do ex-presidente ou se a prisão domiciliar seria a alternativa mais adequada para garantir seus direitos fundamentais.

Ao justificar a decisão, o ministro citou a legislação processual penal, que autoriza o juiz a indeferir provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. Para Moraes, parte dos questionamentos apresentados não se limitava à análise clínica, mas pretendia antecipar conclusões legais.

A perícia médica foi determinada após Bolsonaro deixar a Sala de Estado-Maior da Polícia Federal e passar a cumprir pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, na Papudinha. A junta médica oficial, formada por profissionais da Polícia Federal, deverá avaliar o quadro clínico, as necessidades de saúde do ex-presidente durante o cumprimento da pena e eventual indicação de transferência para hospital penitenciário.

Apesar das restrições, Moraes manteve válidos os quesitos estritamente médicos e homologou o nome do médico Cláudio Birolini, indicado pela defesa, como assistente técnico. O ministro reforçou que a avaliação deve se restringir a aspectos objetivos da saúde do apenado, sem discutir alternativas de regime ou efeitos jurídicos da prisão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que não apresentará quesitos adicionais e solicitou vista dos autos após a conclusão do laudo pericial. A decisão também foi comunicada à Polícia Federal, para cumprimento imediato.

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