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POLÍTICA

Michelle Bolsonaro diz que saúde do marido depende da PGR

Ex-primeira-dama afirma que Bolsonaro bateu a cabeça, ficou desacordado e aguarda autorização para exames mais detalhados

7 janeiro 2026 - 07h15Vanessa Araujo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) - (Foto: Marcello Casal Jr/EBC)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) fez duras críticas, nesta terça-feira (6), à condução do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no caso envolvendo o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso nas dependências da Polícia Federal, em Brasília. Segundo Michelle, após a negativa para que o marido fosse levado a um hospital, a situação passou a depender diretamente da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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A declaração foi dada ao jornal O Globo logo após Michelle deixar a Superintendência da PF. Ela relatou que a defesa tentou novamente a liberação para exames médicos, mas o pedido acabou encaminhado por Moraes à PGR. “Então a saúde e a vida do meu marido estão nas mãos da PGR”, afirmou.

Mais cedo, Alexandre de Moraes rejeitou a solicitação inicial dos advogados de Bolsonaro para que ele fosse submetido a exames hospitalares. A decisão se baseou em um relatório médico elaborado pela própria Polícia Federal, que apontou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã desta terça-feira.

Ainda assim, a defesa insistiu e protocolou um novo pedido, desta vez solicitando exames mais aprofundados, como tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, utilizado para avaliar a atividade elétrica do cérebro. Diante do novo requerimento, Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste antes de qualquer decisão.

Michelle Bolsonaro relatou que chegou a aguardar o marido em um hospital, na expectativa de que ele fosse autorizado a realizar os exames. Segundo ela, a espera durou cerca de três horas no estacionamento da unidade de saúde, até que a informação da negativa fosse confirmada e eles retornassem à Polícia Federal.

“A gente não sabe por quanto tempo ele esteve desacordado e ele não sabe explicar. A gente não sabe o que está acontecendo. A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente, que bateu com a cabeça em um móvel. Estamos aguardando o ministro Alexandre de Moraes liberar”, disse.

A ex-primeira-dama também informou que solicitou à Polícia Federal a elaboração de um relatório detalhado sobre o momento em que a cela foi aberta e todos os procedimentos adotados a partir daquele instante. A intenção, segundo ela, é esclarecer exatamente o que ocorreu antes e depois do episódio em que Bolsonaro teria batido a cabeça.

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