
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradeceu publicamente à Polícia Federal (PF) pelos cuidados prestados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período em que ele esteve detido na Superintendência da corporação, em Brasília. A manifestação foi feita nesta quinta-feira, 15, poucas horas após a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Em publicação nas redes sociais, Michelle afirmou que seguia para a nova unidade prisional para visitar o marido e destacou a atuação dos agentes da PF durante o período de custódia. “Sou grata a todos da PF que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Estou a caminho do complexo para ver o meu amor”, escreveu.
A mudança de local foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a transferência da Sala de Estado Maior ocupada por Bolsonaro na PF para uma ala especial na Papudinha. Segundo o magistrado, a decisão ocorreu após a defesa do ex-presidente apresentar um novo pedido de prisão domiciliar, fundamentado em supostas razões humanitárias relacionadas ao estado de saúde.
Ainda nesta semana, de acordo com a jornalista Andréia Sadi, da TV Globo, Michelle Bolsonaro solicitou uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, também do STF, para relatar a situação clínica do marido e reforçar o pedido para que ele cumpra a pena em casa.
A decisão de Moraes, no entanto, manteve Bolsonaro em regime fechado. O ministro argumentou que a nova unidade oferece condições mais amplas para o cumprimento da pena, como espaço maior, ampliação do horário de visitas e aumento no número de refeições diárias. Mesmo assim, aliados do ex-presidente reagiram negativamente à transferência e seguem defendendo a concessão da prisão domiciliar.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. Desde então, as condições de sua custódia têm sido alvo de disputas políticas e jurídicas.

