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08 de janeiro de 2026 - 20h04
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EX-PRESIDENTE

Médico diz que Bolsonaro está estável, mas com tonturas e oscilação de memória após queda

Exames apontam traumatismo craniano leve; equipe avalia possível interação medicamentosa

7 janeiro 2026 - 18h30Naomi Matsui
Ex-presidente Jair Bolsonaro passou por exames após queda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Ex-presidente Jair Bolsonaro passou por exames após queda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

m dos médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Brasil Caiado, afirmou nesta quarta-feira (7) que o paciente apresenta quadro clínico estável, com contusões leves, mas segue com tonturas, desequilíbrio, oscilação de memória e suspeita de interação medicamentosa. As declarações foram dadas após Bolsonaro passar por exames depois de sofrer uma queda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso desde novembro.

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“Ele estava estável e o que me chama a atenção no momento, desde ontem ou há dois ou três dias, são esses quadros que eu relatei: tontura, desequilíbrio e oscilação da memória”, disse o médico a jornalistas.

Segundo Caiado, Bolsonaro realizou tomografia de crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. Os exames indicaram traumatismo craniano leve e contusões na região frontal direita e temporal direita, ambas na parte externa da cabeça. O médico ressaltou que a lesão não é considerada preocupante, mas destacou que a principal atenção da equipe está voltada à possibilidade de interação entre medicamentos.

“A lesão não é preocupante. O que me chama mais atenção e que seria mais possível é a interação medicamentosa, e nós estamos com essa dificuldade”, afirmou.

O médico também informou que não ficou comprovada crise convulsiva. “A crise convulsiva não se confirmou pelo exame. Foi uma suspeita clínica, fica no ar, mas provavelmente não”, explicou.

Outro ponto em avaliação é a administração dos medicamentos usados para controlar crises de soluços do ex-presidente. Segundo Caiado, a equipe analisa os riscos e benefícios do tratamento. “Uma alternativa é suspender os medicamentos e colocar o presidente num quadro degradante de soluço, ou manter a medicação e aumentar um risco que ainda estamos avaliando. São hipóteses que vamos trabalhar”, disse.

Família pede prisão domiciliar

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente está abalado e voltou a defender a concessão de prisão domiciliar. Segundo ela, não há risco de fuga. “Nossa casa é um presídio. Não tem como ele fugir”, declarou. Michelle também comparou a situação de Bolsonaro à do ex-presidente Fernando Collor, defendendo tratamento semelhante.

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, afirmou que o pai sofre de falta de ferro e labirintite e alertou para os riscos da ausência de acompanhamento médico contínuo. “Se você não tiver um acompanhamento integral, médico e enfermeiro, eu tenho receio de que aconteça novamente, e pode ser fatal”, disse.

Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro. Em 24 de dezembro, ele foi internado para novos procedimentos médicos relacionados a uma hérnia inguinal e para tentar controlar crises de soluços.

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