
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, viajará nesta terça-feira (24) a São Cristóvão e Névis para participar da 50ª Reunião Ordinária da Conferência de Chefes de Governo da Comunidade do Caribe (Caricom), informou o Departamento de Estado norte-americano. A visita ocorre em meio a um esforço diplomático mais amplo de Washington para reafirmar seus interesses no Hemisfério Ocidental diante de desafios geopolíticos e regionais.
O encontro da Caricom ocorre entre os dias 24 e 27 de fevereiro em Basseterre, capital de São Cristóvão e Névis, sob o tema “Beyond Words: Action Today for a Thriving, Sustainable CARICOM”. O bloco reúne 15 países do Caribe, com foco em questões de cooperação regional e desenvolvimento.
Segundo o Departamento de Estado, Rubio se reunirá com líderes caribenhos para tratar de temas considerados prioritários para os Estados Unidos e os países membros do bloco. A agenda inclui o fortalecimento da segurança regional, combate ao tráfico ilícito e à imigração irregular, promoção do crescimento econômico, além de iniciativas em saúde e segurança energética.
O secretário também aproveitará a ocasião para reiterar o compromisso dos EUA com a estabilidade e a prosperidade na região. A visita acontece num momento em que Washington intensifica a atuação contra o narcotráfico e a migração irregular, além de reforçar alianças estratégicas no Caribe.
O contexto geopolítico mais amplo inclui a operação militar liderada pelos Estados Unidos que resultou na remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro e o aumento das tensões envolvendo o Irã, situações que têm levado a administração do presidente Donald Trump a reforçar sua presença diplomática na região.
Apesar de México e Venezuela não serem membros plenos da Caricom, ambos possuem status de observadores no bloco, o que amplia o alcance regional das discussões que Rubio deverá conduzir com aliados caribenhos.
A presença do principal diplomata americano no encontro de chefes de governo é vista como um sinal de engajamento reforçado dos Estados Unidos com os países do Caribe, em um momento de competição geopolítica global onde a influência de outras potências, como a China, tem crescido na região.

