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10 de fevereiro de 2026 - 12h49
PODER JUDICIÁRIO

Ministro do STJ pede afastamento por 90 dias e nega acusações de crimes sexuais

Marco Buzzi cita problemas cardíacos enquanto denúncias são apuradas pelo CNJ e STF

10 fevereiro 2026 - 11h20Redação
Ministro do STJ, Marco Buzzi, pediu afastamento do cargo por 90 dias enquanto denúncias são apuradas
Ministro do STJ, Marco Buzzi, pediu afastamento do cargo por 90 dias enquanto denúncias são apuradas - (Foto: Gustavo Lima/STJ)

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitou afastamento do cargo por um período de 90 dias nesta terça-feira (10). Em mensagem enviada a outros ministros da Corte, ele voltou a negar as acusações de crimes sexuais envolvendo duas mulheres.

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Segundo a assessoria de imprensa do magistrado, o pedido de afastamento aponta que Buzzi enfrenta problemas cardíacos, condição que teria motivado a solicitação de licença temporária.

A primeira denúncia veio a público na semana passada, quando familiares de uma jovem de 18 anos procuraram ministros do STJ. De acordo com o relato, a vítima passava férias com os pais e com a família do ministro em um imóvel localizado em Santa Catarina. Durante o período, Buzzi teria tentado agarrar a jovem à força.

O caso passou a ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Paralelamente, o STJ instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos narrados.

Nesta terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça realiza nova sessão reservada para deliberar sobre a abertura de uma segunda sindicância, relacionada a outra denúncia apresentada nesta semana.

No segundo relato, uma mulher que trabalhou com o ministro afirmou ter vivenciado situações semelhantes às descritas na primeira acusação. Ambos os procedimentos tramitam sob sigilo no CNJ.

A defesa de Marco Buzzi, conduzida pelos advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, afirma que o ministro não cometeu qualquer conduta irregular. Em nota, os advogados criticaram o vazamento de informações sigilosas e sustentaram que acusações ainda não verificadas não devem ser julgadas fora dos ritos institucionais previstos.

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