
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitou afastamento do cargo por um período de 90 dias nesta terça-feira (10). Em mensagem enviada a outros ministros da Corte, ele voltou a negar as acusações de crimes sexuais envolvendo duas mulheres.
Segundo a assessoria de imprensa do magistrado, o pedido de afastamento aponta que Buzzi enfrenta problemas cardíacos, condição que teria motivado a solicitação de licença temporária.
A primeira denúncia veio a público na semana passada, quando familiares de uma jovem de 18 anos procuraram ministros do STJ. De acordo com o relato, a vítima passava férias com os pais e com a família do ministro em um imóvel localizado em Santa Catarina. Durante o período, Buzzi teria tentado agarrar a jovem à força.
O caso passou a ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Paralelamente, o STJ instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos narrados.
Nesta terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça realiza nova sessão reservada para deliberar sobre a abertura de uma segunda sindicância, relacionada a outra denúncia apresentada nesta semana.
No segundo relato, uma mulher que trabalhou com o ministro afirmou ter vivenciado situações semelhantes às descritas na primeira acusação. Ambos os procedimentos tramitam sob sigilo no CNJ.
A defesa de Marco Buzzi, conduzida pelos advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, afirma que o ministro não cometeu qualquer conduta irregular. Em nota, os advogados criticaram o vazamento de informações sigilosas e sustentaram que acusações ainda não verificadas não devem ser julgadas fora dos ritos institucionais previstos.
