
O pastor Silas Malafaia atacou publicamente a senadora e ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF) nesta sexta-feira (16), chamando-a de “cínica” e “mentirosa” em publicações feitas na rede social X (antigo Twitter). As declarações acirraram o conflito entre os dois, que vêm trocando acusações nos últimos dias.
No mesmo dia, também pelas redes sociais, Malafaia comemorou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chamada Papudinha e atribuiu a mudança a uma articulação política envolvendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). As postagens ampliaram a repercussão do embate e adicionaram novos personagens à crise pública.
A troca de ataques teve início no domingo (11), quando Damares Alves afirmou, em entrevista ao SBT News, que igrejas e líderes religiosos aparecem em investigações sobre fraudes contra aposentados. A declaração gerou forte reação de setores evangélicos e, em especial, de Silas Malafaia.
Na quarta-feira (14), o pastor respondeu às falas da senadora classificando a afirmação como “conversa fiada”, dando início a uma escalada de críticas pessoais e políticas.
Em entrevista ao jornal O Globo, publicada na quinta-feira (15), Damares reforçou sua posição e afirmou que não submete sua atuação parlamentar ao pastor Silas Malafaia. A senadora também citou que a Assembleia de Deus do Amazonas aparece mencionada na comissão que apura as fraudes.
A igreja e a Fundação Boas Novas têm vínculos com familiares do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. A menção ampliou o desconforto dentro do próprio campo evangélico e evidenciou disputas internas entre lideranças religiosas e políticas.
O embate público entre Malafaia e Damares expõe fissuras entre antigos aliados e revela divergências sobre o papel das igrejas nas investigações envolvendo fraudes e recursos públicos. A troca de acusações também ocorre em um momento de reorganização do campo conservador e evangélico, com disputas por protagonismo político e influência junto ao eleitorado.
Até o momento, nem Malafaia nem Damares sinalizaram recuo nas declarações, indicando que o confronto deve continuar repercutindo nos próximos dias.

