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18 de fevereiro de 2026 - 10h38
POLÍTICA

Lula aprova reajuste para o Legislativo, mas veta salário de R$ 77 mil

Presidente barrou benefício que poderia elevar ganhos de deputados federais acima do teto constitucional

18 fevereiro 2026 - 07h35Eduardo Rodrigues
Lula mantém reajuste do Legislativo, mas veta benefício que poderia elevar salário a R$ 77 mil.
Lula mantém reajuste do Legislativo, mas veta benefício que poderia elevar salário a R$ 77 mil. - (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o reajuste salarial das carreiras do Poder Legislativo, mas vetou trechos que poderiam elevar a remuneração de servidores da Câmara dos Deputados para valores acima do teto constitucional.

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Entre os pontos barrados está a criação de uma gratificação que concederia um dia de licença a cada três dias de trabalho extra, com possibilidade de conversão em dinheiro. Na prática, o mecanismo poderia levar a remuneração de altos funcionários da Câmara a cerca de R$ 77 mil. O teto do funcionalismo público corresponde ao salário de ministro do Supremo Tribunal Federal, atualmente fixado em R$ 46.366,19.

Foram sancionadas parcialmente as leis que tratam dos reajustes dos servidores do Senado, da Câmara e do Tribunal de Contas da União. Permanecem válidos os dispositivos que estabelecem recomposição remuneratória para 2026 nas três carreiras.

O presidente também vetou artigos que previam reajustes escalonados até 2029. Segundo o Palácio do Planalto, a fixação de aumentos para períodos posteriores ao término do atual mandato contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a criação de despesa obrigatória nos últimos dois quadrimestres do mandato sem que haja possibilidade de cumprimento integral dentro dele.

Outros trechos vetados autorizavam pagamento retroativo de despesas continuadas e estabeleciam cálculo semestral para aposentadorias e pensões, pontos considerados incompatíveis com a Constituição e com a Emenda Constitucional nº 103 de 2019.

No caso da licença compensatória, o governo argumentou que a autorização para afastamento remunerado por acúmulo de atividades extraordinárias, como sessões noturnas, auditorias e plantões, com possibilidade de conversão em dinheiro, também poderia resultar em valores acima do teto do serviço público.

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