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05 de fevereiro de 2026 - 18h54
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CRISE NO INSS

Lula diz que cobrou explicações de Lulinha e defende investigação sem proteção no caso do INSS

Presidente afirma que orientou o filho a se defender e diz que apurações devem seguir sem interferência

5 fevereiro 2026 - 17h35Gabriel Hirabahasi e Victor Ohana
Lula afirma que orientou o filho a se defender e diz que investigações sobre o INSS devem seguir sem proteção.
Lula afirma que orientou o filho a se defender e diz que investigações sobre o INSS devem seguir sem proteção. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou diretamente com o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após o nome dele surgir nas apurações sobre descontos ilegais em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o presidente, a orientação é clara: investigar tudo o que for necessário, sem qualquer tipo de proteção pessoal.

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“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui. Olhei no olho dele e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se não tiver, se defenda’. Eu trato as coisas com muita seriedade”, declarou Lula em entrevista ao UOL News.

Lulinha não é alvo formal de investigação até o momento, mas seu nome apareceu ao longo das apurações por conta de uma possível ligação com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, personagem central nas investigações sobre os descontos não autorizados aplicados a aposentados e pensionistas.

Ao comentar o caso, o presidente reforçou que não haverá qualquer tipo de blindagem, seja em relação ao filho ou a qualquer outra pessoa eventualmente citada nas investigações. Segundo Lula, a determinação do governo é permitir que os órgãos de controle atuem de forma independente.

“A orientação do governo é investigar o que tiver que investigar”, afirmou.

Lula também procurou contextualizar o esquema dos descontos ilegais, apontando que o problema teve início em gestões anteriores. Ele afirmou que o governo federal identificou a atuação de uma quadrilha a partir de levantamentos feitos pela Advocacia-Geral da União (AGU), pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal.

“A investigação do INSS acontece porque o governo descobriu, através da AGU, CGU e PF, que tinha sido montada uma quadrilha no governo Bolsonaro”, declarou.

O presidente reconheceu que os desvios cresceram de forma mais acentuada durante o seu governo, mas ressaltou que o aumento dos descontos já vinha sendo registrado anteriormente. Segundo ele, a resposta institucional foi justamente permitir o avanço das investigações.

Lula afirmou ainda que chegou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso. “Comecei a dizer para o pessoal que seria a primeira vez na história que o governo ia pedir uma CPI”, disse. De acordo com o presidente, no entanto, lideranças do PT e de outros partidos avaliaram que não seria o melhor caminho naquele momento.

As declarações reforçam o discurso do Planalto de que as apurações sobre o esquema de descontos ilegais devem seguir sem interferência política, mesmo quando envolvem pessoas próximas ao presidente da República.

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