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26 de janeiro de 2026 - 15h48
DIÁLOGO INTERNACIONAL

Lula propõe foco em Gaza e assento para Palestina em conselho de Trump

Presidente brasileiro falou por 50 minutos com Donald Trump sem aceitar convite imediato para o grupo; segurança regional e economia também foram temas

26 janeiro 2026 - 14h25Gabriel Hirabahasi
Presidente Lula conversou por cerca de 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em diálogo que tratou de paz em Gaza e cooperação bilateral.Capturar
Presidente Lula conversou por cerca de 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em diálogo que tratou de paz em Gaza e cooperação bilateral.Capturar - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta segunda-feira, 26, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No diálogo, Lula apresentou a Trump a proposta para que o Conselho de Paz sugerido pelo norte-americano se limite à questão de Gaza e preveja um assento para a Palestina. Não houve uma resposta por parte do presidente brasileiro em relação ao convite para integrar o grupo, no entanto.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta segunda-feira (26) por cerca de 50 minutos por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um diálogo que abordou temas centrais da diplomacia internacional atual, segundo nota oficial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

No centro da conversa esteve o chamado “Conselho da Paz” proposto por Trump, um organismo internacional que foi anunciado nos últimos dias com o objetivo declarado de atuar em torno da guerra em Gaza. Lula apresentou ao presidente norte-americano uma proposta para que esse conselho se restrinja à questão de Gaza e preveja um assento para a Palestina, formando um foco claro na reconstrução e estabilidade do território devastado pelo conflito.

Por ora, o Brasil não aceitou formalmente o convite para integrar o grupo, e Lula não respondeu diretamente ao convite durante a conversa desta segunda. Segundo a Secom, a proposta brasileira foi colocada e debatida, mas ainda sem definição sobre participação.

Reforma da ONU e posição brasileira - No diálogo, Lula também reiterou a importância de uma reforma abrangente das Nações Unidas, defendendo a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança para refletir melhor o equilíbrio geopolítico atual. Esse é um posicionamento de longa data do governo brasileiro nas negociações multilaterais.

A iniciativa de Trump, por sua vez, é vista por alguns analistas como um movimento para criar um órgão com escopo mais amplo do que o inicialmente anunciado e com influência estratégica maior no Oriente Médio, especialmente no pós-conflito em Gaza — embora ainda haja críticas sobre sua relação com instituições tradicionais como a ONU.

Outro ponto da conversa foi a situação na Venezuela. Lula destacou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano, em um momento em que a crise no país vizinho continua sendo um tema de interesse para a política externa brasileira. A Secom informou que não foram divulgadas respostas específicas de Trump sobre esse ponto.

Há o acordo de que os dois presidentes farão um encontro presencial em Washington após a viagem oficial de Lula à Índia e à Coreia do Sul, prevista para o fim de fevereiro, quando deverão definir uma data para o encontro.

Cooperação econômica e combate ao crime - Além dos assuntos geopolíticos, a conversa também abordou indicadores econômicos de ambos os países. Segundo a Secom, Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região, e ambos líderes destacaram o bom relacionamento bilateral nos últimos meses, incluindo a redução de tarifas sobre produtos brasileiros pelos EUA.

Lula também voltou a abordar a proposta apresentada ao Departamento de Estado dos Estados Unidos no fim de 2025 para fortalecer a cooperação na luta contra o crime organizado, incluindo repressão à lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos de grupos criminosos e intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A Secom informou que essa proposta foi bem recebida pelo governo americano.

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