
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu o nome de Olavo Noleto como novo titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), no lugar da ministra Gleisi Hoffmann, que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A escolha foi confirmada por fontes do Palácio do Planalto ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A própria Gleisi já havia sinalizado a decisão. Em entrevista à CNN Brasil, durante viagem à Costa Rica, a ministra afirmou que a tendência era que Noleto assumisse a função. A saída dela da SRI está prevista para 20 de março, pouco antes do prazo legal de desincompatibilização, que se encerra no início de abril.
Atualmente, Olavo Noleto ocupa a chefia do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão, órgão consultivo criado por Lula para reunir demandas da sociedade civil e subsidiar decisões do governo federal.
Goiano, Noleto completa 52 anos em fevereiro. É formado em marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Gestão Pública pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Goiás. No governo Lula, já acumula experiência direta na articulação política: foi secretário-executivo da SRI entre 2023 e 2024, período em que a pasta era comandada por Alexandre Padilha, hoje ministro da Saúde. Com a saída de Padilha, Noleto foi deslocado para o Conselhão.
A trajetória de Noleto na Esplanada dos Ministérios também inclui passagem pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando atuou como ministro interino da Secretaria de Comunicação Social (Secom) entre 2015 e 2016.
Filiado ao PT, ele integrou o Diretório Nacional do partido durante a gestão de Gleisi Hoffmann na presidência da sigla, em um dos períodos mais delicados da legenda, marcado pela Operação Lava Jato, pela prisão de Lula e pela derrota do PT nas eleições de 2018, vencidas por Jair Bolsonaro.
Além da atuação no governo federal, Noleto ocupou cargos em administrações municipais. Ele trabalhou na prefeitura de Aparecida de Goiânia (GO) entre 2018 e 2019 e, posteriormente, na prefeitura de Maricá (RJ), de 2019 a 2022.
Com a indicação, Lula aposta em um nome de perfil técnico e político, com trânsito interno no PT e experiência prévia na articulação com o Congresso, para conduzir a relação do governo com parlamentares em um momento sensível do mandato.
