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27 de janeiro de 2026 - 12h18
EMBATE ENTRE PRÉ-CANDIDATOS

Em Israel, Flávio Bolsonaro chama Lula de antissemita e acena a Milei

Pré-candidato à Presidência, senador critica postura do governo sobre Hamas e promete alinhar Brasil a Israel, EUA e Argentina de Milei

27 janeiro 2026 - 10h25Naomi Matsui
Em conferência em Israel, Flávio Bolsonaro chamou Lula de antissemita e prometeu alinhar o Brasil a Israel, Estados Unidos e à política externa de Javier Milei
Em conferência em Israel, Flávio Bolsonaro chamou Lula de antissemita e prometeu alinhar o Brasil a Israel, Estados Unidos e à política externa de Javier Milei - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, usou um discurso em Israel para acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser antissemita e defender um alinhamento mais forte do Brasil com Israel, Estados Unidos e o governo de Javier Milei, na Argentina.

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Durante a “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, ele afirmou: “Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações”.

Flávio disse que, em episódios recentes, Lula teria deixado de condenar o Hamas para atacar Israel e colocou o Brasil entre os países que “apoiam o terrorismo”. Ele também citou o assessor especial Celso Amorim, dizendo que ele escreveu o prefácio de um livro que “aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal”.

Apresentando-se “não apenas como um senador, mas como candidato à Presidência”, o parlamentar afirmou que, se eleito, vai se alinhar a Israel: “Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente, o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror”.

Numa indireta a Lula, declarou que “o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel” e disse que os dois países “compartilham uma longa e honrosa história”, com valores em comum como liberdade, democracia e respeito pela vida. Segundo ele, “o Brasil se uniu a Israel na luta contra o terrorismo, sem desculpas e sem duplo padrão” e esse “legado foi quebrado”.

Flávio também elogiou os Estados Unidos, que, segundo ele, “ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional”, e fez acenos diretos à política externa de Javier Milei. Chamou os acordos liderados pelo presidente argentino de “passo histórico” e disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, pretende seguir a mesma linha: “Se depender de mim, o Brasil oficialmente assinará os acordos em janeiro de 2027”.

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