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POLÍTICA NACIONAL

Lula diz que vai percorrer o país em 2026 e defende disputa política sem confronto físico

Em Maceió, presidente reforça defesa da democracia, das urnas eletrônicas e critica prejuízo bilionário do Banco Master

23 janeiro 2026 - 16h25Naomi Matsui
Em Maceió, Lula afirmou que vai percorrer o Brasil e defendeu disputa política sem confronto físico.
Em Maceió, Lula afirmou que vai percorrer o Brasil e defendeu disputa política sem confronto físico. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

Durante a entrega de 1.337 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Maceió (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) que pretende viajar por todo o Brasil ao longo do ano e reforçou que não busca confronto físico com a oposição. Segundo o presidente, a disputa política deve ocorrer no campo das ideias e das realizações de governo.

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“Vamos para a rua. Não queremos fazer confrontação física, o que queremos é confrontação de realização”, disse Lula, ao citar programas e ações da atual gestão federal. Diante do público, o presidente destacou que pretende intensificar sua presença nos estados como forma de dialogar diretamente com a população.

“Se preparem, porque esse ano eu vou andar neste País. Vou percorrer cada rincão deste País, junto com essa turma aqui. Nós vamos garantir que a democracia vai prevalecer nesse País e que vença a disputa eleitoral aquele que o povo brasileiro quiser”, afirmou.

No discurso, Lula voltou a defender o sistema eleitoral brasileiro e a segurança das urnas eletrônicas, tema recorrente em debates políticos recentes. Ele rebateu críticas e questionamentos sobre possíveis fraudes. “Quando alguém fala que a urna eletrônica permite roubar, eu digo sempre que se a urna eletrônica permitisse roubar, o Lulinha não seria três vezes presidente da República deste País. A elite brasileira já teria roubado há muito tempo”, declarou.

O presidente também fez um apelo direto aos apoiadores para que combatam a desinformação. Lula pediu atenção no uso das redes sociais e alertou para a circulação de notícias falsas. “Ajudem a controlar o celular e não passem a mentira para frente”, afirmou.

O evento em Maceió contou com a presença do governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), do prefeito da capital, JHC, além de diversos ministros do governo federal, entre eles Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Alexandre Padilha (Saúde), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades).

Mais cedo, Lula participou da entrega de Unidades Odontológicas Móveis e de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao estado de Alagoas, dentro do programa Agora Tem Especialistas, voltado ao fortalecimento da rede pública de saúde.

Durante o discurso, o presidente também voltou a comentar o caso envolvendo o Banco Master. Sem citar nominalmente o empresário Daniel Vorcaro ou seus sócios, Lula afirmou que não considera justo que a população mais pobre seja penalizada enquanto, segundo ele, um dirigente da instituição financeira provocou um prejuízo superior a R$ 40 bilhões.

“Não é possível que a gente continue vendo o povo ser sacrificado enquanto tem um cidadão do banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. Mais de R$ 40 bilhões”, disse. Lula acrescentou que o impacto financeiro acabará sendo absorvido por outras instituições. “Quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica, é o Itaú. Um cidadão deu um desfalque de R$ 40 bilhões neste País e tem gente que defende”, afirmou.

As declarações ocorreram em meio às investigações sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central, e reforçam o tom político adotado pelo presidente ao relacionar temas econômicos, sociais e eleitorais em seus discursos públicos.

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