
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta segunda-feira (5), a militância do Partido dos Trabalhadores (PT) para um ato em memória dos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. A manifestação ocorrerá nesta quinta-feira (8), na Praça dos Três Poderes, local símbolo da tentativa de golpe.
Dia 8 de janeiro estaremos nas ruas em defesa da democracia. pic.twitter.com/CdqFGaBlqA
— PT Brasil (@ptbrasil) January 5, 2026
Em vídeo publicado nas redes sociais do partido, Lula afirmou que o objetivo é reforçar o compromisso com a democracia e evitar que a data caia no esquecimento.
“Nós precisamos fortalecer a democracia. Vamos fazer um ato simbólico contra o 8 de Janeiro aqui em Brasília. Eles querem que o 8 de Janeiro caia no esquecimento, e nós queremos que a sociedade nunca se esqueça de que um dia este País teve alguém que não soube perder a eleição”, declarou o presidente.
O evento, organizado pelo PT nacional, deve reunir militantes e representantes de movimentos sociais. A legenda pretende transformar a data em ato anual de defesa da democracia, com manifestações previstas também em capitais e cidades de todos os Estados brasileiros, segundo dirigentes do partido.
Em 2025, Lula também participou de uma homenagem ao 8 de Janeiro, embora o ato tenha sido esvaziado e não tenha contado com a presença dos presidentes do Legislativo e do Judiciário.
Além da mobilização convocada pelo PT, o Supremo Tribunal Federal (STF) também realizará uma cerimônia interna para lembrar os três anos dos ataques. Na ocasião, será exibido um documentário sobre a destruição e reconstrução da sede do tribunal, que teve prejuízo estimado em R$ 12 milhões. O foco do filme é o trabalho dos servidores que participaram da restauração do prédio histórico.
A convocação feita por Lula ocorre num momento em que o governo busca reafirmar a importância da democracia e da memória dos ataques, em meio a debates sobre o papel das instituições e as consequências políticas do bolsonarismo após 2023.

