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DISPUTA 2026

Kassab diz que PSD vai definir candidato ao Planalto por acordo político

Presidente do partido descarta prévias e afirma que escolha será conduzida pela cúpula, sem racha interno

29 janeiro 2026 - 15h40Geovani Bucci
Gilberto Kassab
Gilberto Kassab - (Foto: ABrasil)

O PSD ainda não decidiu quem será seu candidato à Presidência da República, mas a definição não deve passar por prévias nem disputa aberta. Segundo Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, a escolha será feita por um acordo político interno, costurado pela direção e pelas principais lideranças da sigla.

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A declaração foi dada nesta quinta-feira (28), durante entrevista à GloboNews. Hoje, três governadores são apontados como possíveis candidatos do partido em 2026: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás).

De acordo com Kassab, há consenso entre os pré-cotados de que a decisão será política, e não apenas baseada em pesquisas. Ele afirmou que levantamentos eleitorais pesam, mas não são determinantes. Outros fatores, como articulação, alianças e viabilidade nacional, também entram na conta.

“O entendimento é de que haverá uma solução política, conduzida pela direção do partido, ouvindo as lideranças do PSD em todo o País”, afirmou.

Kassab também deixou claro que não vê com bons olhos a realização de prévias, por considerar que esse tipo de processo pode gerar desgaste e dividir o partido antes da eleição.

Na mesma entrevista, o dirigente fez uma leitura do perfil do eleitorado da sigla. Segundo ele, o PSD ocupa majoritariamente o campo da centro-direita, embora não se identifique como um partido de direita.

“O eleitor do PSD hoje está muito mais próximo do eleitor do Flávio Bolsonaro do que do eleitor do Lula”, disse Kassab, ao reconhecer, no entanto, que o partido também dialoga com setores mais ao centro.

Para Kassab, o PSD tenta ocupar um espaço que hoje está vazio no cenário político: o de eleitores que não se identificam nem com o PT nem com o bolsonarismo, mas também rejeitam extremos. A ideia, segundo ele, é oferecer uma candidatura de perfil moderado, capaz de dialogar com diferentes campos.

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