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POLÍTICA

Justiça da Itália adia pela quarta vez decisão sobre extradição de Carla Zambelli

Defesa vai pedir troca de magistrados e alega parcialidade no julgamento

20 janeiro 2026 - 16h55Geovanna Hora
Decisão sobre a extradição de Carla Zambelli foi adiada pela quarta vez pela Justiça italiana
Decisão sobre a extradição de Carla Zambelli foi adiada pela quarta vez pela Justiça italiana - (Foto: ABrasil)

A Justiça da Itália adiou novamente, nesta terça-feira (20), a decisão sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Este é o quarto adiamento do caso, segundo confirmou a defesa da brasileira, que está presa em Roma desde julho do ano passado.

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De acordo com o advogado Fabio Pagnozzi, que representa Zambelli na Itália, a Corte decidiu abrir prazo para que a defesa protocole uma arguição de suspeição contra os magistrados responsáveis pelo julgamento. A medida, segundo ele, pode levar o processo a ser analisado por uma nova turma.

Ainda conforme a defesa, o tribunal concedeu três dias para a formalização do pedido de suspeição e eventual substituição dos juízes. Até então, solicitações semelhantes haviam sido rejeitadas em três ocasiões anteriores pela Justiça italiana.

Os advogados afirmam que pretendem incluir no processo o relatório número 38 da Polícia Federal, documento utilizado no julgamento que resultou na cassação do mandato de Zambelli na Câmara dos Deputados. O relatório, no entanto, está sob sigilo, o que dificulta o acesso da defesa.

Outro pedido apresentado é a oitiva de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A defesa sustenta que o depoimento seria relevante para a análise do caso.

Carla Zambelli responde a dois processos no Brasil. No primeiro, foi condenada por perseguir um homem armada nas ruas de São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022. No segundo, foi condenada por ser apontada como mandante da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça em 2023, em ação atribuída a um hacker.

Os advogados negam que a ex-deputada tenha cometido crimes e afirmam que as condenações têm motivação política. Em vídeo divulgado à imprensa, o advogado Pieremilio Sammarco declarou que tratados internacionais impedem a extradição em casos de perseguição política e disse acreditar que a composição do julgamento será alterada.

A nova análise da Justiça italiana deve ocorrer após o prazo concedido para a apresentação formal do pedido de suspeição.

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