
Jonas de Paula assumiu a presidência do PSDB em Campo Grande com a missão de reorganizar o partido e recolocá-lo como protagonista no cenário político da Capital. Em entrevista a Top FM, ele afirmou que o momento é de reacomodação política, não apenas do PSDB, mas de todo o campo partidário em Mato Grosso do Sul.
Segundo Jonas, sua trajetória dentro do partido começou em 2011, durante a preparação da campanha de Reinaldo Azambuja à Prefeitura de Campo Grande. Desde então, diz que se identificou com a social-democracia e com a proposta do PSDB. “Sempre quis militar em um partido que tivesse a ver comigo, que dialogasse com a sociedade”, afirmou.
Ao aceitar o convite para comandar o diretório municipal, Jonas destacou que o partido tem estrutura e histórico suficientes para voltar a crescer. “O PSDB tem tamanho, tem base e pode ter um papel importante nas eleições de 2026. É para isso que estamos nos preparando”, disse.
Entre as prioridades imediatas, o novo presidente citou a reativação da militância, o fortalecimento dos secretariados do partido, como juventude, mulheres, diversidade e tucanafro e a aproximação com lideranças comunitárias. Para ele, o partido precisa voltar a estar perto das pessoas. “O partido não pode ser distante. Ele precisa dialogar com associações, lideranças locais, clubes de serviço e o terceiro setor”, afirmou.
Jonas também ressaltou que disputar eleições é essencial para manter representatividade. Ele lembrou que, em momentos em que o PSDB deixou de lançar candidaturas, o partido perdeu espaço político. “Se não disputa eleição, cai na bancada, cai na legenda. Isso é um reflexo direto”, explicou.
O novo presidente afirmou ainda que o PSDB estará alinhado ao grupo político que governa o Estado e que uma das prioridades é a reeleição do governador Eduardo Riedel, além do fortalecimento das bancadas estadual e federal. “A política se constrói com trabalho e preparação. Não adianta treinar e não jogar, nem jogar sem treinar”, pontuou.
Por fim, Jonas disse que a gestão à frente do PSDB municipal será marcada por diálogo e portas abertas. “Quem quiser participar, trazer ideias, críticas ou sugestões, será bem-vindo. A política é um instrumento de transformação, e a boa política precisa ser feita com responsabilidade e proximidade com as pessoas”, concluiu.

