
A primeira-dama Janja da Silva decidiu não desfilar pela Acadêmicos de Niterói no domingo (15), no Rio de Janeiro. Ela afirmou que abriu mão de participar do carro alegórico por temer perseguição à escola de samba e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, homenageado no enredo do Grupo Especial.
A Acadêmicos de Niterói levou para a avenida o enredo 'Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil', em tributo ao presidente. O tema virou alvo de polêmica nas últimas semanas, por acontecer em ano eleitoral. A oposição criticou o desfile e o partido Novo anunciou que vai acionar a Justiça Eleitoral pedindo a inelegibilidade de Lula.
Janja tinha sido liberada para desfilar por não ocupar cargo público, mas preferiu acompanhar a apresentação apenas das arquibancadas, ao lado do marido. No lugar dela no carro alegórico entrou a cantora Fafá de Belém.
O enredo da escola foi alvo de questionamentos na Justiça, com pedidos para que a Acadêmicos de Niterói fosse impedida de desfilar sob alegação de propaganda eleitoral antecipada. Em nota, a primeira-dama disse que, mesmo com “toda segurança jurídica” para participar, optou por ficar ao lado de Lula, a quem classificou como “a pessoa que ela mais ama na vida”.
O casal assistiu ao desfile no camarote da prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), e também desceu para cumprimentar integrantes das agremiações. Lula beijou o pavilhão das quatro escolas que passaram pela Sapucaí na noite de domingo: Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mangueira.
Na manifestação divulgada após o desfile, Janja chamou a Acadêmicos de Niterói de “extremamente corajosa” por levar o enredo para a avenida mesmo diante das críticas e ações judiciais. Ela resumiu a noite como uma celebração à cultura brasileira, ao presidente Lula e ao desfile das escolas de samba do Rio.

