
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que não vê motivo para correr na definição sobre seu futuro eleitoral em 2026. Em entrevista à Rádio BandNewsFM, ele disse que prefere analisar o cenário com calma e lembrou que, em 2018, foi lançado candidato à Presidência faltando poucas semanas para a eleição e, ainda assim, chegou ao segundo turno.
“Eu fui lançado candidato a presidente no dia 9 de setembro, faltando três semanas e eu fui para o segundo turno e eu fiz 45% no segundo turno. Se não houve pressa em 2018, porque essa pressa agora? Vamos analisar com mais calma, vamos ouvir as partes, o que cada um tem a acrescentar, o que cada um quer fazer”, afirmou.
Haddad também comentou que o assunto está em discussão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ministro, o diálogo é justamente para entender se, desta vez, a “missão” eleitoral caberia a ele. Ao mesmo tempo, rejeitou a ideia de que esteja evitando uma eventual candidatura por medo do desgaste.
“Eu nunca me neguei a tarefa difícil, mas eu estava convicto de que aquela missão era para mim. Negar o sacrifício não é o que eu estou fazendo. Essa missão agora, é para mim? Esse é o ponto que eu estou discutindo com o presidente”, completou.
As declarações ocorrem em um momento em que nomes do governo e do PT começam a ser citados como possíveis peças do tabuleiro eleitoral de 2026. Mesmo assim, Haddad adotou um tom de cautela e insistiu que a decisão não deve ser precipitada, indicando que o debate interno ainda está em fase de avaliação.

