
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que se sente confortável com o momento político que vive, marcado por elogios e incentivos para que seja candidato. A declaração foi feita durante participação na CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Haddad relatou que mantém diálogo frequente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre temas políticos e administrativos, incluindo cenários em São Paulo e em outras regiões do país. Segundo ele, as conversas ocorrem de forma tranquila, com troca de opiniões e escuta por parte do presidente.
Ao comentar o cenário eleitoral, o ministro avaliou que a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso, tende a ocorrer de forma quase automática para o nome que for escolhido como seu representante político. Haddad afirmou que, para o eleitorado bolsonarista, o nome do candidato teria menor peso do que a vinculação direta ao ex-presidente.
Apesar da avaliação, Haddad evitou comentar se um eventual embate contra Flávio Bolsonaro seria mais fácil eleitoralmente. O ministro preferiu não entrar em projeções sobre disputas específicas.
Questionado sobre aspirações políticas e uma possível sucessão de Lula em 2030, Haddad desconversou. Disse que prefere deixar o futuro seguir seu curso e ressaltou que ainda há muito trabalho a ser feito. Segundo ele, os resultados alcançados nos últimos três anos não podem ser ignorados.
O ministro afirmou ainda que sempre adotou como princípio se dedicar integralmente às funções para as quais foi convidado, evitando antecipar movimentos políticos. Para Haddad, focar no cargo atual é a melhor forma de construir uma trajetória consistente na vida pública.
