
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que a decisão sobre seu papel nas eleições de 2026 será tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a definição deve ocorrer em um ambiente de confiança, que descreveu como uma “conversa de dois amigos”.
Haddad vem resistindo à ideia de ser candidato, apesar da pressão para que dispute o Senado ou o governo de São Paulo. Em entrevista ao UOL, ele lembrou que já recusou pedidos diretos de Lula em outras ocasiões.
“O Lula fez tudo que foi possível pra eu sair candidato a prefeito em 2020, e eu não saí”, afirmou. Ele contou ainda que o presidente insistiu pessoalmente durante viagem à França. “Quando ele ganhou o título de cidadão parisiense, ele me convidou para acompanhá-lo, e ele a viagem toda ficou pedindo para eu ser candidato, e eu não fui.”
O ministro também sinalizou que pretende deixar o comando da Fazenda no começo deste ano, antes do prazo de desincompatibilização para quem vai concorrer em 2026, em abril, mas não definiu uma data exata. Ele argumenta que considera importante que o sucessor assuma já na largada do ano, para comandar tarefas como a execução orçamentária e financeira do governo.
Nos bastidores, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, é apontado como favorito para assumir a vaga caso Haddad deixe o cargo, mas o ministro evitou cravar nomes e insistiu que qualquer movimento será alinhado com Lula.

