
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que o campo progressista reúne nomes com trajetória relevante e resultados eleitorais expressivos nas eleições de 2022. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele voltou a descartar a possibilidade de disputar um cargo eletivo em 2026.
Segundo Haddad, há quadros qualificados dentro do campo partidário alinhado ao governo. Entre eles, citou o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), eleito em primeiro turno. “É um grande quadro”, afirmou o ministro ao comentar o desempenho do petista no último pleito.
Ainda sobre o cenário eleitoral, Haddad disse que tem “todo interesse” em contribuir com a formulação de um plano de governo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição. Ele reforçou que sua atuação futura estará voltada à construção de propostas e não à disputa direta nas urnas.
Ao tratar do tema da segurança pública, o ministro voltou a defender a integração entre os órgãos responsáveis pela área, tanto no âmbito federal quanto estadual. Para Haddad, o enfrentamento da violência passa por uma reorganização das estruturas existentes, com atuação articulada e uso de inteligência.
Na avaliação do ministro, o debate sobre segurança tem sido contaminado por disputas políticas. Ele afirmou que governadores ligados à direita promovem uma “luta política insana” em torno do tema, quando, segundo ele, a questão deveria ser tratada de forma técnica e afastada de embates partidários.
Haddad também voltou a comentar sua saída do Ministério da Fazenda, prevista para fevereiro. Ele evitou indicar um sucessor, mas ressaltou que o presidente Lula tem “muito apreço” pela atual equipe econômica.
Entre os nomes cotados está o do secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan. Ao falar sobre o auxiliar, Haddad destacou sua trajetória profissional, com passagens pela Casa Civil nos governos do PT, pela Prefeitura de São Paulo e pelo setor privado. Segundo o ministro, essa experiência dá a Durigan conhecimento sobre o funcionamento de diferentes setores da economia, inclusive no cenário internacional.
A definição sobre a sucessão na Fazenda deve ser tomada pelo presidente Lula, em meio às movimentações de ministros que devem deixar o governo para se dedicar ao processo eleitoral.

