
Sem pressa e com ressalvas. Essa foi a posição do governo federal sobre a PEC da Segurança Pública, segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em entrevista concedida nesta quinta-feira (15) à CNN Brasil.
A ministra deixou claro que o Palácio do Planalto não pretende apoiar a proposta da forma como ela está hoje. O principal ponto de crítica é o relatório apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), que, segundo Gleisi, não atende às expectativas do governo.
De acordo com a ministra, a intenção da PEC é definir com clareza o papel de cada ente da federação na área da segurança pública. Para o governo, o texto atual não resolve esse problema e pode gerar conflitos de competência entre União, estados e municípios.
“O que queremos é deixar bem claro quem faz o quê. Do jeito que está, o relatório não contempla isso”, afirmou.
Gleisi também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia criar o Ministério da Segurança Pública, mas condiciona essa decisão à rápida tramitação da PEC no Congresso. A expectativa é que, se houver avanço, a nova pasta possa ser criada ainda no primeiro semestre.
Além da segurança pública, a ministra citou outros temas que o governo pretende enfrentar nos próximos meses.
Entre as prioridades citadas por Gleisi estão:
o fim da escala de trabalho 6x1, que pode avançar ainda neste ano;
o combate ao feminicídio;
a MP do Gás;
e a regulamentação dos trabalhadores por aplicativo.
Sobre esse último ponto, a ministra reconheceu que há resistência das empresas, principalmente em relação a trechos da proposta apresentados pelo governo.

